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30 de agosto de 2025

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Eleições 2018: Uma democracia feita de bits e bytes

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Quando Jair Bolsonaro deixou escapar seu interesse pela candidatura à presidência da República, o que não faltou foram os críticos e as “mães Dinah” prevendo seu fracasso. Tais previsões baseavam-se em um míope modo de ver a política brasileira. Um ponto de vista que sofreu um terrível baque nesse 28 de outubro, quando Bolsonaro foi eleito. Venceu não apenas o candidato, mas um novo sistema, no qual o povo retomou o poder para suas mãos.

 

A democracia, tendo como berço a Grécia antiga, é um sistema político que conquistou a simpatia da grande maioria dos países autoconsiderados livres, ao longo da História da Humanidade. A escolha de representantes diretamente através do voto individual, que talvez tenha começado com o simples levantar de braços em uma praça pública (as ágoras), foi com o tempo substituído pela contagem de votos em cédulas e, depois, com a rápida apuração de votos eletrônicos.

 

A transição do voto manifestado com um braço erguido, para o voto eletrônico, levou milhares de anospara se consolidar, mas aconteceu. Ocorreu, também, a evolução das campanhas políticas, da forma dos candidatos e partidos mostrarem suas propostas e defenderem seus pontos de vista frente aos eleitores. Dos panfletos às fan pages no Facebook, foram séculos de evolução, mas um elemento manteve, até agora, constante a sua presença e seu controle sobre as campanhas: o dinheiro.

 

O dinheiro sempre foi fator preponderante para que uma campanha política pudesse deslanchar. Esse poder econômico materializava-se tanto na estrutura de campanha, com a contratação de profissionais, produção de materiais de propaganda, assim como na disputa por mais tempo para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita na televisão e norádio.

 

O sistema político brasileiro, que permite a criação descontrolada de partidos nanicos,transformou a negociação de segundos na TV em um leilão aberto pago em dinheiro ou cargos públicos (coisa que no final das contas sempre se resumiu a dinheiro, de preferência do erário, simplesmente).

 

Por esses motivos é que quando Jair Bolsonaro anunciou que queria ser presidente da República, virou motivo de chacota para a maioria dos grandes caciques da política brasileira, analistas, jornalistas, eleitores e etc. Não era difícil rir de um deputado federal com um enorme poder de manter longe de si outros políticos, ao demonstrar uma pretensão tão ousada. Não seria exagero dizer que Bolsonaro era um parlamentar sem candidatos a papagaios de pirata. Ninguém queria aparecer sobre seu ombro em entrevistas para TV.

 

Para a maioria dos políticos, o grande problema de uma campanha de Bolsonaro era a ausência de dinheiro. Se ele tivesse uma caixa próprio ou uma fonte segura de recursos, pouco interessaria as suas polêmicas. O problema era que além de ser polêmico de forma bastante negativa diante do mainstream politicamente correto, Bolsonaro tinha o agravante da falta de recursos.

 

Basta ver os making off que andam sendo divulgados da campanha do militar reformado. Uma bandeira grudada na parede com fita adesivo, dois celulares gravando em um pedestal, rebatedores de luz e uma mesa. Esse foi o equipamento mais utilizado por Bolsonaro para fazer campanha. Por isso seus gastos foram indiscutivelmente menores que o do PT, com a malfada campanha de Fernando Haddad.

 

Bolsonaro soube driblar o nada democrático fator limitador de todas as campanhas políticas até então, que sempre foi o dinheiro.

Exatamente o dinheiro que impediu candidatos como o Cabo Dalciolo de fazer uma campanha com a mesma exposição de Haddad ou Ciro Gomes. A diferença clara entre Dalciolo e Bolsonaro é a legião orgânica de simpatizantes do Mito nas redes sociais.

Mas é preciso admitir: Dalciolo não começou sua campanha em 2013, como Bolsonaro (tão pouco exercia um mandato). No curto espaço de tempo de campanha de 2018 ele nunca conseguiria 10% do capital de internet de B17.

 

Isso leva a pensar: a redução do tempo de campanha, com a manutenção do sistema de programas de TV baseado em minutos e segundos que cabem a cada partido, mostrou-se mais democrático que nas eleições passadas?

Óbvio que não. A renovação teria sido muito maior se os caciques de sempre não tivessem sido beneficiados de novo com essa exposição. A disputa da presidência fica fora da curva, pois o efeito Bolsonaro realmente foi inovador, mas em outros níveis da eleição, como para as Assembleias Legislativas, o resultado poderia ter sido muito mais efetivo em termos de renovação.

 

A Vitória de Bolsonaro se reflete, então, no efeito que as redes sociais tiveram como substitutas das praças públicas da Grécia antiga. Nivelaram no mesmo patamar o candidato com R$ 1.5 milhão e aquele com R$ 25 milhões para gastar. Ou seja: a Vitória de Bolsonaro poderia ser considerada como divisor de águas.  De um lado, o tempo em que uma candidatura à Presidência da República era dependente de rios de dinheiro e alianças políticas.

Do outro, uma candidatura movida a ideias, retórica, mobilização individual de cada simpatizante.

 

Democracia. Por mais que os opositores de Bolsonaro colem nele rótulos de fascista, retrógrado, ultraconservador, e etc, a verdade é que Bolsonaro fez a campanha que nem o mais progressista de seus adversários conseguiu pensar em fazer.

Todos se pautaram em tempo de TV e dinheiro. Elementos que garantem,  antes mesmo da campanha começar, dissabores ao eleitor. Como aquela aliança indigesta para ganhar mais 15 segundos no programa de TV.

 

O PT, por exemplo, não escondeu de ninguém as articulações que fez com o PSB para bloquear a campanha de Ciro Gomes. Hoje, critica o PDT por arquitetar uma oposição sem a presença do 13.

O que o eleitor pensou disso tudo?

 

Ainda há sangue muito quente dentro das veias de milhões de eleitores Brasil afora. O momento ainda não é de reconhecimento. Essa reflexão, com certeza, deverá ter muita dificuldade de gerar eco. Mas, a bem da verdade, nada dito aqui carece de amparo jornalístico. Tudo dito aqui já foi documentado, de um jeito ou de outro. Fosse um trabalho acadêmico, não faltariam citações e notas de rodapé. O único problema – de verdade – reside na vontade de querer ver.

 

 

 

 

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