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26 de janeiro de 2026

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Egito estuda limitar acesso de crianças às redes sociais

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Egito avalia restringir o uso de redes sociais por crianças, seguindo tendência global de proteger os jovens dos riscos online

O Egito vai debater a implementação de restrições ao uso de redes sociais por crianças, em resposta ao que parlamentares descreveram como “caos digital”. A medida acompanha discussões em países ocidentais sobre a proibição do acesso de adolescentes mais jovens a essas plataformas.

O Parlamento egípcio informou, em nota divulgada no domingo (25), que trabalhará em uma legislação para regular o uso de redes sociais por crianças e “acabar com o caos digital que nossos filhos enfrentam, e que impacta negativamente o futuro deles”. Os parlamentares buscarão consultar o governo e especialistas para criar uma lei que proteja as crianças egípcias de “quaisquer riscos que ameacem seu pensamento e comportamento”.

A iniciativa foi impulsionada por declarações do presidente Abdel-Fattah el-Sissi, que sugeriu, no sábado (24), que o governo e o Parlamento considerem aprovar uma legislação que limite o uso de redes sociais por crianças “até que atinjam uma idade em que possam lidar com isso de forma adequada”. Em discurso televisionado, o presidente citou exemplos como Austrália e Reino Unido, que estão elaborando leis para “restringir ou proibir” o acesso de menores às redes.

Um relatório de 2024 do Centro Nacional de Pesquisas Sociais e Criminológicas, ligado ao governo egípcio, estima que cerca de 50% das crianças com menos de 18 anos no Egito utilizam redes sociais, onde estão expostas a conteúdos prejudiciais, cyberbullying e abusos. A preocupação com a segurança infantil e a saúde mental tem levado diversos países a repensarem a regulamentação do ambiente online.

Em dezembro, a Austrália se tornou o primeiro país a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos, gerando debates sobre tecnologia, privacidade, segurança e saúde mental. O governo britânico também anunciou que avaliará a proibição do acesso para adolescentes mais jovens, além de endurecer as leis contra conteúdos nocivos e tempo excessivo de tela. Na França, o presidente Emmanuel Macron pediu que seu governo agilize a legislação para proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos a partir de setembro.

A crescente onda de regulamentação reflete uma preocupação global com os impactos das redes sociais no desenvolvimento infantil e na proteção dos jovens contra os riscos do mundo digital.

Com informações do G1

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