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06 de fevereiro de 2026

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Edital de premiação é traduzido para o Nheengatu para ampliar acesso a recursos culturais

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O Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) lançaram um modelo inédito de edital de premiação traduzido para o Nheengatu, a Língua Geral Amazônica. A ação visa remover barreiras e garantir que mestres e artistas indígenas tenham acesso aos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

A iniciativa é um marco na construção de editais mais democráticos e inclusivos, incentivando outras gestões públicas a adotarem a prática de traduzir documentos para as línguas indígenas locais. Segundo a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o edital serve de inspiração para estados e municípios criarem seus próprios editais, respeitando a diversidade linguística e cultural do país.

“A ideia é que esse modelo sirva de inspiração e referência para que estados e municípios possam criar os seus próprios editais. Sabemos que cada território tem sua história e suas línguas. Por isso, essa ferramenta permite que cada ente federativo traduza o edital para a língua indígena mais falada na sua região, tornando o processo mais acessível”, explicou a ministra.

A escolha do Nheengatu, falado por pelo menos 6.000 pessoas no Vale do Rio Negro, simboliza o compromisso com a preservação da identidade e do território indígena. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, ressaltou que a tradução do edital é uma forma de honrar a diversidade brasileira e garantir o direito à cultura para os povos originários.

Trecho do edital de premiação. Imagem: Reprodução/MinC
Trecho do edital de premiação. Imagem: Reprodução/MinC

“Um edital traduzido respeita a nossa diversidade. Ele reconhece que a língua é identidade, é território e é memória, além de garantir o direito à cultura para mestres, artistas e fazedores de cultura indígenas”, destacou Sonia Guajajara. A tradução foi realizada pelo professor Edilson Baniwa, coordenador-geral de Articulação de Políticas Educacionais Indígenas do MPI.

Para Karkaju Pataxó, coordenador-geral de Promoção a Políticas Culturais do MPI, a iniciativa é imensurável para os povos indígenas, permitindo que eles gerenciem seus próprios projetos sem a necessidade de intermediários. A tradução do edital representa um reconhecimento da cultura indígena como viva, técnica e capaz de dialogar com as estruturas de fomento.

Com informações do Portal Amazônia.

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