Amazon envia e-mail por engano e antecipa anúncio de demissões em massa na AWS, varejo e outros setores
A Amazon enviou, por engano, um e-mail a funcionários da divisão de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS) nesta terça-feira (27), alertando sobre demissões previstas para a quarta-feira (28). A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
O e-mail, de solidariedade e convite para uma reunião de equipe, foi enviado prematuramente. Assinado por Colleen Aubrey, vice-presidente sênior de soluções de IA aplicada da AWS, o comunicado indicava incorretamente que funcionários nos Estados Unidos, Canadá e Costa Rica já haviam sido notificados sobre a perda de seus empregos. A Amazon se referiu às demissões como “Project Dawn”.
Em canais do Slack, funcionários da AWS que receberam a mensagem relataram que o convite para a reunião foi cancelado logo após o envio do e-mail. “Mudanças como essa são difíceis para todos”, escreveu Aubrey no e-mail, revisado pela Reuters. “Essas decisões são difíceis e são tomadas de forma cuidadosa, à medida que posicionamos nossa organização e a AWS para o sucesso futuro.”
A Reuters já havia noticiado na última sexta-feira (23) que a Amazon planejava demitir milhares de funcionários corporativos a partir desta semana. A empresa ainda não comunicou oficialmente os nomes dos afetados nem confirmou o plano de cortes, além do envio do e-mail equivocado. As demissões devem atingir a AWS, o varejo, o Prime Video e recursos humanos.
Em outubro, a Amazon já havia demitido cerca de 14 mil pessoas, como parte de um plano maior para reduzir o quadro corporativo em aproximadamente 30 mil funcionários. A empresa justificou os cortes com o aumento do uso de inteligência artificial e a busca por eficiência, reduzindo camadas de burocracia. Esse número representa uma pequena parcela dos 1,58 milhão de empregados da Amazon, mas quase 10% da força de trabalho corporativa.
Nesta terça-feira (27), a Amazon também cortou vagas em suas divisões Fresh (supermercados) e Go (lojas de conveniência), com planos de fechar lojas físicas e convertê-las em unidades da Whole Foods. A Amazon não se manifestou sobre o assunto.
*Com informações da Reuters.
Com informações do G1












