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11 de fevereiro de 2026

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Documentário resgata protagonismo feminino na Expedição Roncador-Xingu

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Um documentário de curta-metragem, ‘Memórias de Alda’, com lançamento previsto para março, lança luz sobre o protagonismo feminino na Expedição Roncador-Xingu, empreitada do governo Getúlio Vargas entre 1943 e 1961. A obra resgata a história de Alda Vanique, esposa do coronel Flaviano de Mattos Vanique, figura central nos primeiros anos da expedição, e que teve sua relevância histórica até então negligenciada.

Dirigido por Fátima Rodrigues e financiado pela Lei Paulo Gustavo, o documentário reconstrói a trajetória de Alda, uma jovem da alta sociedade gaúcha que, em 1946, trocou o Rio Grande do Sul pela vida no interior do Mato Grosso, em Nova Xavantina. A narrativa explora os desafios enfrentados por ela em um contexto cultural tão diferente, onde logo se tornou conhecida como a “primeira-dama” da cidade.

Documentário revela protagonismo feminino na expedição Roncador-Xingu
Foto: Reprodução

A produção também entrelaça a história de Diacui, indígena do povo Kalapalo que se casou com o sertanista Ayres Cunha em 1952. Ao apresentar as perspectivas de Alda e Diacui, o documentário revela diferentes experiências femininas em meio à complexidade da Marcha para o Oeste, abordando questões de tragédia pessoal, conquista territorial e transformação social.

Para a diretora Fátima Rodrigues, o documentário é uma oportunidade de “resgatar narrativas femininas sem visibilidade na história oficial do país”. Ela destaca que “a história da Expedição Roncador-Xingu quase sempre foi contada sob a ótica do coronel Vanique ou dos irmãos Villas-Bôas. Hoje, temos a oportunidade de apresentar a perspectiva dessas mulheres”. A produção contou com entrevistas em diversas cidades do Mato Grosso, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

O filme, aprovado no Edital nº 15/2023/SECEL-MT, com apoio da UFMT, evidencia que, após a saída do coronel Vanique da liderança da expedição, os irmãos Villas-Bôas assumiram a condução, culminando na criação do Parque Nacional do Xingu em 1961.

Com informações do Portal Amazônia.

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