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14 de março de 2026

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Dívida venezuelana sobe com captura de Maduro nos EUA

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Captura do presidente Nicolás Maduro pelos EUA impulsiona títulos da dívida venezuelana, reacendendo esperanças de renegociação

Os títulos da dívida da Venezuela – papéis emitidos pelo governo para captar recursos no mercado, com promessa de pagamento futuro acrescido de juros – dispararam nesta segunda-feira (5), após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no fim de semana.

No sábado, forças americanas realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na detenção de Maduro e em sua transferência para os EUA. O episódio levou investidores a apostar em uma possível mudança política no país – o que reacendeu expectativas de que a Venezuela possa, no futuro, renegociar suas dívidas com credores internacionais.

Na prática, os investidores passaram a comprar títulos venezuelanos na expectativa de que um eventual novo governo busque um acordo para reestruturar essas dívidas. Esse tipo de renegociação costuma ocorrer quando países deixam de pagar seus compromissos e tentam reorganizar prazos e valores com quem emprestou dinheiro.

Os papéis emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal petrolífera PDVSA chegaram a subir até 8 centavos de dólar no início do pregão europeu, o que representa uma valorização de cerca de 20% em um único dia. Analistas avaliam que ainda pode haver espaço para novas altas. Em relatório a clientes, o JPMorgan destacou que os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025 e que poderiam registrar novos ganhos logo na abertura dos mercados nesta segunda-feira.

A Venezuela está em situação de “default” desde 2017 – termo usado quando um país deixa de pagar suas dívidas dentro do prazo acordado. Desde então, seus títulos são negociados a preços muito baixos, refletindo o alto risco de calote. Mesmo assim, esses papéis tiveram o melhor desempenho global no ano passado, quase dobrando de valor, em meio ao aumento da pressão política e militar dos EUA sobre o governo Maduro.

Com a alta desta segunda-feira, o título venezuelano com vencimento em 2031 passou a ser negociado perto de 40 centavos de dólar, segundo dados da plataforma Tradeweb. Outros papéis do país operavam entre 35 e 38 centavos, enquanto a dívida da PDVSA subia mais de 6 centavos, alcançando quase 30 centavos de dólar. No total, os títulos do governo venezuelano e da PDVSA que entraram em default somam cerca de US$ 60 bilhões em valor original. Porém, quando se incluem outras obrigações externas – como dívidas adicionais da PDVSA, empréstimos feitos diretamente com outros países e indenizações determinadas por tribunais internacionais – o passivo total da Venezuela pode chegar a algo entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões.

Com informações do G1

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