EUA já tentaram comprar terras da Dinamarca em 1917, com as Ilhas Virgens. Agora, a Groenlândia, rica em minerais, é o novo alvo
A ideia de comprar a Groenlândia, aventada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, remonta a outra aquisição dos Estados Unidos: a das Ilhas Virgens Americanas, no Caribe, vendidas em 1917 pela mesma Dinamarca de quem hoje a Casa Branca tenta tomar a ilha do Ártico.
Evidentemente, são territórios com características bem diferentes: a Groenlândia tem quase o tamanho do México e é rica em minerais de terras raras, enquanto as Ilhas Virgens Americanas são um minúsculo arquipélago. As semelhanças, no entanto, chamam a atenção pelo contexto.
Expansionismo americano
As ilhas – ainda chamadas de Índias Ocidentais Dinamarquesas – eram cobiçadas pelos Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX, auge do expansionismo americano. Desde 2025, o presidente Donald Trump e os apoiadores vêm reforçando que o país deve retomar as tentativas de conquistas de novos territórios.
Primazia no comércio
Os EUA tentaram convencer a Dinamarca a ceder as Índias Ocidentais no início da década de 1900, perto da abertura do Panamá. A ideia era que os americanos tivessem mais controle ainda do fluxo de navios comerciais no Caribe. Agora, os EUA veem no Ártico uma importante rota do comércio com a Ásia e o norte da Europa.
Competição geopolítica
A compra das ilhas finalmente foi concluída em 1917, quando o então presidente americano, Woodrow Wilson, se apressou em finalizar um acordo. Ele temia que a Dinamarca fosse conquistada pela vizinha Alemanha na Primeira Guerra Mundial – os alemães lutaram contra os EUA no conflito. Se isso acontecesse, os americanos teriam um dos maiores inimigos a poucos quilômetros de distância. Atualmente, Trump argumenta que precisa da Groenlândia para evitar que Rússia ou China – os maiores rivais geopolíticos dos EUA atualmente – avancem na região.
Com informações do G1









