Na tarde desta sexta feira (6) os alunos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) se reuniram na Praça das Caixas D’água e fizeram um protesto contra a prefeitura de Porto Velho e contra reitoria da Universidade.
De acordo com Alexandre Victor, Coordenador do DCE/UNIR, a manifestação busca exigir uma solução para o problema do transporte coletivo urbano de Porto Velho que não atende a demanda dos estudantes da UNIR e da população em geral.
“O povo passa horas esperando ônibus nos bairros até o centro, e no caso dos estudantes da UNIR essa situação caótica se estende quando temos que se deslocar até a BR. O povo de Porto Velho paga um valor absurdo por um transporte de péssima qualidade”, disse.
Os estudantes afirmam que problema é constante, pois os ônibus além de demorarem, são em frota reduzida e isso prejudica os alunos UNIR com atrasos nas aulas e à noite. Segundo os alunos eles estão sendo obrigados a abandonarem as aulas pela metade, pois podem ficar sem transporte ao retornar para casa. “Na propaganda tudo é bonito! Mas a realidade é outra! Andamos em microônibus lotados como latas de sardinha!”, desabafa uma estudante de Psicologia.
Os protestos também são direcionados à Reitoria da UNIR exigindo imediato retorno presencial das aulas e funcionamento da Universidade. “A UNIR aprovou em Conselho Superior o retorno presencial, mas uma manobra da reitoria por meio de uma portaria quer manter o ensino híbrido [aulas remotas], prejudicando ainda mais os estudantes que já comprovaram na prática que esse tipo de aula reduz a qualidade do ensino”, denuncia uma estudante de Letras. “Reitoria e prefeitura estão em conluio para manter o ensino híbrido e enriquecer do monopólio do transporte coletivo”, aponta um estudante de Direito.
Outra reivindicação é sobre o funcionamento do Restaurante Universitário (RU) por meio de bandejão com baixo custo. Os estudantes reclamam do preço comparado as outras universidades públicas do país, onde a maioria das refeições varia entre R$1,00 e R$3,00.
“Aqui na UNIR a reitora da UNIR, Marcele Pereira está querendo implantar a R$7,50 por refeição, o que seria a bandejão mais caro do país”, apontam os coordenadores do DCE/UNIR. Segundo informou a Pró-Reitora de Assuntos Estudantis da UNIR, Neiva Cristina de Araújo, não há previsão para a abertura do restaurante que demorou mais de 10 anos para ser construído. Fonte: SGC










