Os Dicionários Multimídia de Línguas Indígenas, desenvolvidos pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) sob a coordenação de Ana Vilacy Galucio, foram selecionados como uma das 40 tecnologias sociais de maior impacto no país. A iniciativa é finalista do 13º Prêmio da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, um dos mais importantes do Brasil.
O Observatório de Tecnologias Sociais do MPEG identificou a metodologia inovadora e replicável dos dicionários, que já garantiram R$ 65 mil nesta etapa do prêmio. Os sete grandes vencedores serão anunciados em 29 de maio, em Brasília.
“Recebemos a notícia com muita felicidade. Essa conquista mostra que estamos conseguindo dar resposta para uma demanda social importantíssima, que é a questão das línguas ameaçadas e a necessidade de aprendizagem dessas línguas pelas comunidades. Estar entre as tecnologias sociais finalistas do prêmio é muito gratificante, já nos consideramos vencedores”, afirma Ana Vilacy.
O valor será investido na melhoria do compartilhamento dos aplicativos, que já estão disponíveis para sete línguas: Kanoé, Oro Win, Puruborá, Sakurabiat, Salamãi, Wanyam e o dicionário de lugares sagrados dos Medzeniakonai. O professor Mário Puruborá, da Aldeia Aperoi (RO), utiliza o dicionário como “o principal e fundamental livro didático” em sua escola.

O projeto concorre na categoria Novas Certificadas, com potencial de receber R$ 200 mil. A Fundação BB investirá até R$ 6 milhões em certificações e premiações. Os dicionários são desenvolvidos com softwares livres, permitindo fácil acesso e aprimoramento pelas comunidades, mesmo sem acesso à internet.
Com informações do Portal Amazônia.










