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Diáspora e resistência: a arte venezuelana em tempos de crise

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A arte que emerge de contextos sociopolíticos de crise é um ato de resistência, uma afirmação da vida em meio à adversidade. É o caso da produção venezuelana contemporânea, que, impulsionada pela diáspora e marcada pela repressão, encontra novas formas de expressão em diferentes partes do mundo.

Fragmentada pela opressão dos regimes de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, a identidade venezuelana se manifesta em obras diversas, que abordam temas como migração, pertencimento e memória. Artistas e escritores, espalhados por países como Colômbia, Estados Unidos, Brasil e Espanha, utilizam diferentes linguagens para dar voz a essa experiência.

Em Bogotá, o fotógrafo Andrés Pérez explora a construção da identidade venezuelana; em Nova York, Cassandra Mayela Allen investiga a memória e o pertencimento; e em São Paulo, María Elena Morán escreve sobre a desilusão com a revolução e a busca por reconstrução. A diversidade de perspectivas reflete a pluralidade identitária do país, sufocada pelo autoritarismo, conforme aponta o relatório da Freemuse sobre a liberdade artística no mundo.

Apesar da repressão, a arte venezuelana tem conquistado reconhecimento internacional, com obras de artistas como Gego, Elias Crespin e Sol Calero expostas em importantes centros de arte como o Guggenheim, o Louvre e a Bienal de Veneza. Curadores venezuelanos também desempenham um papel fundamental na divulgação da produção artística do país, como Luiz Pérez-Oramas e Gabriela Rangel. A arte venezuelana, resiliente e multifacetada, continua a encontrar seu espaço no cenário artístico global.

Conheça alguns dos artistas e escritores venezuelanos que estão refletindo sobre a identidade da Venezuela em suas obras:

1. Cassandra Mayela Allen – artista visual e modelo

Memória e pertencimento se encontram na obra da artista visual e modelo Cassandra Mayela Allen, nascida em Caracas. Morando em Nova York, Estados Unidos, desde 2014, ano em que migrou da Venezuela, o trabalho da artista investiga temas de memória e pertencimento através de uma mistura de elementos, por meio dos quais cria instalações ricas em texturas e cores, em uma arte socialmente engajada. Cassandra utiliza em suas obras, feitas a partir de tecelagem, materiais originalmente destinados ao descarte, como roupas e bandeiras.

Com informações do Portal Amazônia.

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