Segundo o Ministério da Saúde, 10% da população brasileira sofre com a dependência alcoólica.
Um destruidor de relacionamentos, empregos, vínculos, famílias e da saúde física e mental. Assim podemos definir o alcoolismo: a vontade incontrolável de beber, sem limites, e que, em muitos casos, acaba causando dependência física. O vício em álcool é diagnosticado quando a pessoa não consegue controlar o consumo de bebida.
Foi com a intenção de alertar para o flagelo do álcool e de outras drogas que foi instituído o dia 20 de fevereiro como Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. Os objetivos dessa data são:
Conscientização: alertar a população sobre os riscos, malefícios e consequências do uso de drogas lícitas (como álcool e cigarro) e ilícitas (como crack e cocaína) para a saúde física e mental;
Prevenção: informar, especialmente jovens e adolescentes, sobre os perigos da dependência química, buscando evitar o primeiro contato com essas substâncias;
Saúde pública: tratar a dependência química como uma doença crônica e um problema de saúde pública de grande impacto na sociedade, que exige prevenção e tratamento;
Apoio: refletir sobre a importância das redes de apoio familiar e social na recuperação de dependentes.
De fato, o alcoolismo tem sido um grande problema no Brasil, sendo responsável por uma série de dificuldades na vida de muitas pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, 10% da população sofre com a dependência alcoólica, sendo que os homens representam 70% e as mulheres, 30% desse contingente.
Segundo o Ministério da Saúde, 10% da população brasileira sofre com dependência alcoólica (Foto: Agência Brasil e IA)
Esse consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que também é chamado de transtorno por uso de álcool, é a causa de 10,5% das mortes associadas ao uso de álcool no país. Outro dado apresentado no anuário “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”, publicado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), a partir de dados do Datasus e do IBGE, é que o alcoolismo causa 21 vítimas fatais todos os dias no Brasil. Por hora, quatro pessoas são hospitalizadas tendo como causa o consumo de álcool.
AA
Apesar do impacto do alcoolismo e de outras drogas, existem grupos voltados a ajudar pessoas que se tornaram dependentes dessas substâncias. Um dos mais conhecidos e antigos é o Alcoólicos Anônimos (AA), que nasceu em 1935, nos Estados Unidos, e que hoje está presente em mais de 180 países. A história do AA teve início com dois homens que lutavam contra o vício.
O grupo nasceu da união entre Bill W., corretor da Bolsa de Nova York, e Dr. Bob S., médico cirurgião. Ambos haviam sido alcoólatras incorrigíveis. Antes do encontro, Bill e Dr. Bob tiveram contato com o Grupo Oxford. Essa irmandade, predominantemente não alcoólica, enfatizava valores espirituais universais na vida diária. O clérigo episcopal Dr. Samuel Shoemaker liderava os Grupos Oxford nos Estados Unidos naquela época.
Sob essa influência espiritual e com a ajuda de um velho amigo, Ebby T., Bill ficou sóbrio. Ele manteve sua recuperação trabalhando com outros alcoólatras. No entanto, antes de conhecer o Dr. Bob, nenhum desses outros alcoólatras havia realmente se recuperado.











