Mitos sobre Cândido Rondon, tesouros escondidos e as primeiras notícias falsas da história regional.
Quando se fala em 1º de abril, o Dia da Mentira, a memória do brasileiro costuma vagar pelos corredores da política — um cenário onde a realidade frequentemente supera a ficção. No entanto, a “arte” de omitir ou florear fatos não é exclusividade dos palanques contemporâneos; ela está impregnada nos livros escolares e em telas famosas que moldaram nossa identidade nacional.
Trazendo a lupa para o cenário regional, o próprio patrono do estado de Rondônia não escapa das imprecisões históricas. O nome de batismo de Rondon era Cândido Mariano da Silva. O “Rondon” foi um nome de guerra adotado posteriormente em homenagem à genealogia de sua mãe, mas nunca constou oficialmente em seu sobrenome original.
Na década de 1970, Vilhena (Sul de Rondônia) foi cenário de uma das lendas mais curiosas da região: o suposto “Tesouro de Rondon”. Dizia-se que a Comissão Rondon havia enterrado toneladas de ouro nas proximidades do Posto Telegráfico Álvaro Vilhena (a Casa de Rondon). “Eu era criança no final dos anos 70 e ia lá cavoucar. As histórias variavam de 6 quilos a 6 toneladas de ouro”, recorda o comerciante Luiz Basílio, ex-proprietário do Cine São Luiz.

Seja por estratégia militar, ufanismo histórico ou promessas de amor, o 1º de abril nos lembra que a verdade, muitas vezes, é apenas uma questão de perspectiva. A tradição de pregar peças surgiu no século XVI, na França, e ganhou força no Brasil em 1828 com a publicação de uma falsa notícia sobre a morte de Dom Pedro I.
Com informações do Portal Amazônia.















