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17 de fevereiro de 2026

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Desmatamento na Amazônia: risco de mudanças climáticas irreversíveis

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A Amazônia pode estar se aproximando de um ponto de não retorno, onde a devastação da floresta desencadearia mudanças climáticas irreversíveis. O alerta é da Climatempo, em meio à preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém do Pará este mês.

Apesar de uma recente diminuição no ritmo de desmatamento, cerca de 20% da Amazônia Legal já foi devastada. “O ritmo diminui, mas a floresta continua sendo derrubada”, ressalta Pedro Regoto, especialista em Clima e Mudanças Climáticas da Climatempo.

A Amazônia é considerada um dos nove pontos de inflexão climáticos do planeta – sistemas que, ao serem ultrapassados, podem sofrer alterações abruptas e irreversíveis, afetando o equilíbrio climático global. Estudos anteriores indicavam que o limite crítico seria atingido com 40% de desmatamento, mas pesquisas recentes sugerem que esse ponto pode estar entre 20% e 25%, devido à combinação de desmatamento, mudanças climáticas e queimadas.

“Isso significa que estamos cada vez mais perto de um limite irreversível de degradação, o que pode levar a floresta a se transformar em savana e causar impactos diretos e irreversíveis sobre o clima global”, explica Regoto.

Outros sistemas que, se colapsarem, podem desencadear reações em cadeia no planeta incluem o gelo marinho do Ártico, a camada de gelo da Antártida Ocidental e o permafrost (solo permanentemente congelado do Ártico). O degelo do permafrost, por exemplo, pode liberar metano, um gás com potencial de efeito estufa 80 vezes maior que o CO₂.

No caso da Amazônia, atingir 40% de desmatamento pode impedir a regeneração da floresta, alterando o regime de chuvas e a temperatura do planeta. Para evitar esse cenário, Regoto enfatiza a necessidade de não apenas frear o desmatamento, mas também investir na recuperação das áreas degradadas.

Os efeitos do aquecimento global já são evidentes no Brasil, com recordes anuais de temperatura. Em 2024, a temperatura média foi de 25,02°C, um aumento de 0,79°C em relação à média histórica (1991-2020), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Fenômenos como El Niño e La Niña, que sempre existiram, estão se tornando mais intensos e frequentes devido às mudanças climáticas. O aquecimento global potencializa esses eventos extremos, como as tragédias recentes no litoral de São Paulo e no Rio Grande do Sul.

A Climatempo reforça que conter o desmatamento e restaurar ecossistemas é essencial para evitar o colapso climático. “A Amazônia é o coração climático do planeta. Proteger e recuperar a floresta é proteger a nós mesmos”, conclui Regoto.

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