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17 de fevereiro de 2026

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Desmatamento na Amazônia: igarapés e água potável em risco

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Um novo estudo científico alerta para os impactos do desmatamento na Amazônia, revelando que a destruição da floresta ameaça a saúde dos igarapés – pequenos rios típicos da região – e, consequentemente, a segurança hídrica da população. A pesquisa, publicada na revista Ecosystems, mostra que a perda de vegetação causa um efeito cascata que prejudica todo o ecossistema.

O estudo, liderado por Gabriel Martins da Cruz, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Síntese da Biodiversidade Amazônia (INCT-SinBiAm) e da Universidade Federal do Pará (UFPA), analisou 269 igarapés na parte oriental da Amazônia ao longo de 13 anos. Os resultados indicam que a falta de mata nas margens e nas áreas de drenagem leva ao acúmulo de areia no leito dos rios, desestabilizando os cursos d’água e afetando a vida aquática.

“Os igarapés são como as veias da floresta. Quando a vegetação das margens e da bacia é destruída, a integridade de todo o sistema é comprometida”, explica o pesquisador Gabriel Martins da Cruz. Ele ressalta que preservar apenas a vegetação próxima aos rios (ripária) pode não ser suficiente em áreas já degradadas.

A pesquisa reforça a necessidade de uma gestão integrada das bacias hidrográficas, que envolva a preservação tanto das florestas quanto da vegetação ciliar. Essa abordagem é considerada fundamental para restaurar a saúde dos igarapés e evitar o agravamento da insegurança hídrica, um problema crescente na Amazônia, que já perdeu 32% de suas águas superficiais nos últimos 35 anos, de acordo com dados do MapBiomas.

O professor Leandro Juen, orientador da pesquisa, enfatiza a importância de ampliar o foco das ações de restauração para incluir os ambientes aquáticos, que muitas vezes são negligenciados. “Precisamos repensar a política ambiental para que as agências exijam atenção aos ambientes aquáticos, mesmo em atividades que impactam indiretamente esses sistemas ou reduzem os lençóis freáticos”, afirma Juen. “Restaurar igarapés e margens florestais é restaurar a base da vida na Amazônia.”

O trabalho também homenageia o ecólogo Robert M. Hughes (1945–2025), referência mundial em ecologia aquática, cuja colaboração foi essencial para o avanço das pesquisas na região. A pesquisa foi realizada em cooperação entre diversas instituições científicas amazônicas e recebeu apoio financeiro de agências de fomento.

Os autores da pesquisa recomendam que a restauração dos ecossistemas aquáticos priorize a reconexão entre a floresta e os igarapés, garantindo o sombreamento natural e o aporte de matéria orgânica. O estudo contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e reforça o papel da Amazônia na luta contra as mudanças climáticas, em um momento crucial de preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

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