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17 de fevereiro de 2026

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Desmatamento na Amazônia aumenta temperatura e reduz chuvas na estação seca

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O desmatamento na Amazônia está alterando significativamente o clima regional em comparação com áreas preservadas. A perda da floresta leva ao aumento da temperatura da superfície, à diminuição da evapotranspiração e à redução da precipitação, especialmente durante a estação seca.

Uma pesquisa publicada na revista Communications Earth & Environment, utilizando dados de satélite, demonstra que regiões com menos de 60% de cobertura florestal apresentam características climáticas semelhantes às áreas de transição entre floresta e savana. A temperatura da superfície pode ser, em média, 3°C maior na estação seca, com redução de 12% na evapotranspiração e 25% na quantidade de chuvas.

Além disso, o estudo aponta para uma diminuição de 11 dias de chuva em áreas com baixa cobertura florestal, impactando tanto a quantidade quanto a distribuição das precipitações. Essa mudança climática favorece a degradação da floresta, aumentando a mortalidade de árvores e a suscetibilidade a incêndios, além de comprometer a biodiversidade.

Para os cientistas, controlar o desmatamento e restaurar áreas degradadas é crucial para preservar a resiliência climática da Amazônia e garantir a segurança das atividades econômicas dependentes do clima, como a agricultura. “O estudo mostra que as florestas tropicais têm um impacto gigantesco no clima, com consequências para diversos setores da sociedade”, defende o pesquisador Luiz Aragão, do Inpe.

Desmatamento de capoeira na altura do Km 114 da BR-163. À esquerda, a Floresta Nacional do Tapajós.
Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace

A pesquisa reforça a importância de manter, no mínimo, 80% de cobertura florestal em propriedades rurais da Amazônia, conforme prevê o Código Florestal. Dados do MapBiomas indicam que a Amazônia perdeu 13% de sua área de vegetação nativa entre 1985 e 2024, com o desmatamento continuando a ser uma preocupação, mesmo com a redução do ritmo nos últimos anos.

O ano de 2024 foi o mais quente da história, e as emissões de gases de efeito estufa continuam a aumentar, exigindo ações urgentes para mitigar o aquecimento global e proteger a Amazônia. “É essencial traçarmos caminhos para a redução do desmatamento, mas também é necessário levar adiante o processo de substituição do uso de combustíveis fósseis”, ressalta Aragão.

fotografia colorida mostra campo aberto no meio da floresta com toras de madeira empilhadas provenientes de extração ilegal na Amazônia
Foto: Reprodução/Imazon

Com informações do Portal Amazônia.

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