Estudo aponta como a falta de vegetação ciliar afeta a cadeia alimentar e a vida aquática.
Quando falamos em desmatamento na Amazônia, quase sempre pensamos na paisagem terrestre. Mas boa parte dos impactos ocorre fora do campo de visão, dentro da água.
A Amazônia abriga milhares de igarapés – pequenos cursos d’água que sustentam alta diversidade de vida. Um estudo recente revela como a remoção da floresta ao redor desses igarapés afeta a cadeia alimentar, desde os insetos até os peixes.
Pesquisadores observaram que a retirada da vegetação ciliar reduz a entrada de folhas e matéria orgânica nos corpos d’água, diminuindo a abundância de insetos que servem de alimento para peixes e outros predadores.

Com menos alimento disponível, a diversidade de peixes é ameaçada e a resiliência do ecossistema é reduzida, tornando-o mais vulnerável a secas, aumento de temperatura e poluição.
A legislação brasileira exige a manutenção de faixas de vegetação ao redor de rios e igarapés, mas a implementação nem sempre é efetiva. A conservação da vegetação ciliar é crucial para manter o funcionamento ecológico desses importantes ecossistemas.
Proteger a floresta não é apenas uma questão de preservar a biodiversidade terrestre, mas também garantir a saúde dos igarapés e a disponibilidade de recursos para as comunidades que dependem deles.
Com informações do Portal Amazônia.










