O desmatamento na Amazônia e no Cerrado apresentou queda de quase 9% em 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no dia 9 de maio. É a terceira redução consecutiva, marcando o melhor resultado em oito anos e dando continuidade a uma tendência positiva observada nos últimos três anos.
Para o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a diminuição é um avanço importante, tanto do ponto de vista ambiental quanto político, demonstrando que é possível reverter o quadro com vontade política. No entanto, o instituto ressalta que ainda são necessárias mudanças estruturais para alcançar o desmatamento zero.
“A redução tem sido algo contínuo, o que é benéfico do ponto de vista ambiental e também político, porque mostra que é possível quando se tem vontade política. Porém, ainda é preciso implementar os mecanismos que já existem para manter o desmatamento zero”, explica o pesquisador sênior do IPAM, Paulo Moutinho.

Uma parcela significativa do desmatamento, cerca de 40% na Amazônia, ocorre em terras públicas não destinadas, o que facilita a ação de grileiros que se aproveitam da falta de definição legal sobre o uso dessas áreas. Para o IPAM, o controle dessas áreas é prioritário.
O IPAM aponta três desafios principais para zerar o desmatamento ilegal até 2030: investimento na bioeconomia e em iniciativas de proteção florestal, aumento da produtividade na agricultura e pecuária (especialmente entre pequenos e médios agricultores) sem expansão de áreas, e maior controle sobre o desmatamento em florestas públicas.

As áreas públicas não destinadas são geridas pela lei de gestão de florestas públicas e devem ser destinadas a povos e comunidades tradicionais, como indígenas, extrativistas e quilombolas. *O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM
Com informações do Portal Amazônia.











