O Amazonas concentra a maior parte do desmatamento em terras indígenas na Amazônia. Um novo relatório do Imazon, divulgado nesta semana, aponta que oito das dez áreas mais impactadas estão total ou parcialmente no estado, evidenciando a gravidade da situação e a vulnerabilidade desses territórios.
O estudo ‘Ameaça em Áreas Protegidas’ revela que o desmatamento dentro das Terras Indígenas (TIs) compromete a biodiversidade e ameaça diretamente os modos de vida das populações originárias. Entre as TIs mais pressionadas estão Andirá-Marau (AM/PA), Vale do Javari (AM), Waimiri Atroari (AM/RR), Yanomami (AM/RR), Kaxuyana-Tunayana (AM/PA), Trombetas/Mapuera (AM/PA/RR), Alto Rio Negro (AM) e Nhamundá-Mapuera (AM/PA).
Além da ameaça interna, o desmatamento no entorno de algumas TIs também é preocupante. O Parque Nacional Mapinguari (AM/RO) ocupa a 2ª posição no ranking de áreas mais ameaçadas, seguido pela TI Kulina do Médio Juruá (AC/AM) em 3º lugar e pela TI Jacareúba/Katawixi (AM) entre as dez primeiras.

Para conter o avanço da destruição, o Imazon defende a integração de esforços institucionais e a garantia de que as comunidades indígenas estejam no centro das estratégias de proteção. “É urgente integrar esforços institucionais e garantir que as comunidades estejam no centro das estratégias de proteção. A gestão compartilhada e a atuação coordenada são fundamentais para conter o avanço da perda”, afirma o pesquisador Carlos Souza Jr. A pesquisadora Bianca Santos complementa: “Sem ações estruturadas e contínuas, a tendência é de que a ameaça se torne perda efetiva de floresta, comprometendo a integridade do meio ambiente e os direitos das populações tradicionais”.
Com informações do Portal Amazônia.










