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22 de fevereiro de 2026

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Descoberta no Peru: planta pré-histórica se adapta a áreas alagadas

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Cientistas peruanos e internacionais identificaram uma nova espécie de planta na Amazônia peruana, a Zamia urarinorum, uma cicadácea que se destaca por sua capacidade de viver em áreas permanentemente alagadas. A planta é considerada um “fóssil vivo” devido à sua origem na era dos dinossauros, revelou o Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP).

A descoberta, fruto de colaboração entre o IIAP, Montgomery Botanical Center, International Cycad Specialist Group, Instituto Federal de Educação do Brasil e a Pontifícia Universidade Católica do Peru, foi publicada na revista científica Phytotaxa. A principal característica da Zamia urarinorum é sua tolerância à falta de oxigênio, permitindo seu desenvolvimento em solos encharcados e com parte do caule submerso. “Ao contrário de outras espécies do gênero Zamia, ela não precisa de solo seco ou bem drenado para sobreviver, sendo a primeira cícada registrada com essa adaptação extrema”, enfatizaram os pesquisadores.

A espécie foi encontrada nas bacias dos rios Tigrillo e Urituyacu, em Loreto, região de alta biodiversidade. O nome urarinorum é uma homenagem ao povo indígena Urarina, que contribui para a conservação dos territórios onde a planta foi encontrada.

Planta pré-histórica é descoberta no Peru, adaptada a áreas alagadas
Foto: Reprodução/Agência Andina

A planta possui caules delgados e folhas longas, de até 2,5 metros, com folíolos estreitos e dentados, além de cones reprodutivos de cores variadas.

O IIAP ressalta que a Zamia urarinorum desempenha um papel fundamental nos ecossistemas de aguajales (buriti), importantes para a regulação hídrica e o armazenamento de carbono na Amazônia. No entanto, a espécie está ameaçada pela expansão agrícola, derramamentos de petróleo e projetos de infraestrutura em Loreto, sendo necessária sua proteção urgente, conforme recomendação da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

O trabalho de campo, realizado em 2025 em comunidades indígenas, envolveu coleta de amostras, registro de coordenadas geográficas e descrição do habitat. A descoberta reforça a importância do Peru na pesquisa botânica de ecossistemas de floresta tropical.

Zamia urarinorum agencia andina 1
Foto: Reprodução/Agência Andina

Com informações do Portal Amazônia.

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