O Governo Federal não realizou nenhuma operação de fiscalização ambiental focada no combate ao descarte irregular de plásticos nos rios do Amazonas entre 2020 e 2025. A informação foi admitida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) ao Grupo Rede Amazônica.
Em ofício assinado pelo ministro substituto, João Paulo Capobianco, o MMA, o ICMBio e o Ibama reconhecem a falta de fiscalização e a carência de dados sobre a poluição plástica na Amazônia, mesmo com evidências de contaminação de peixes. O Ibama informou que suas ações recentes se concentraram em portos e aeroportos, e registrou apenas três autos de infração potencialmente relacionados ao descarte em áreas amazônicas em 2023.

Estudos científicos apontam para o aumento da presença de plástico e microplástico nos rios amazônicos, afetando a fauna e a saúde humana, especialmente de populações ribeirinhas e indígenas. Pesquisas da Fiocruz Amazônia e do Instituto Mamirauá encontraram plástico no intestino de peixes comercializados no Amazonas, incluindo tambaqui, jaraqui e pacu.
Os órgãos federais justificam a falta de fiscalização atribuindo a gestão de resíduos sólidos aos municípios. O MMA destaca a publicação de decretos sobre logística reversa de embalagens plásticas e a Estratégia Nacional de Combate à Poluição Plástica como avanços recentes. Enquanto isso, iniciativas como o projeto Galho Forte, que promove mutirões de limpeza em rios e igarapés, buscam mitigar o problema.

O Galho Forte já retirou mais de 10 toneladas de lixo das margens de rios e igarapés em Manaus em 2025, com a participação de mais de 1.500 voluntários, demonstrando o engajamento da sociedade civil na busca por soluções.
Com informações do Portal Amazônia.







