Contas externas brasileiras registram rombo de US$ 68 bilhões em 2025, o pior resultado em mais de uma década. Investimento estrangeiro sobe
O déficit das contas externas brasileiras alcançou US$ 68 bilhões em 2025, o maior valor em 11 anos, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (26). Paralelamente, o investimento estrangeiro direto no país apresentou alta.
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Um déficit nas contas externas indica que o Brasil gastou mais dinheiro com o exterior – em importações de bens e serviços, por exemplo – do que recebeu. Em 2024, o déficit já havia somado US$ 66,2 bilhões. O resultado de 2025 representa o pior desempenho anual desde 2014, considerando a série histórica do BC que se inicia em 1995.
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O saldo em transações correntes, um dos principais indicadores do setor externo, é composto pela balança comercial (comércio de produtos), serviços (gastos com transporte, seguros, viagens, etc.) e rendas (remessas de juros, lucros e dividendos). O BC explica que o aumento do déficit está frequentemente ligado ao crescimento econômico, que impulsiona as importações e os gastos com serviços.
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A piora nas contas externas é atribuída principalmente ao desempenho da balança comercial, que registrou um superávit de US$ bilhões em 2025, inferior aos US$ 65,9 bilhões de 2024. A conta de serviços apresentou um déficit de US$ bilhões em 2025, comparado a US$ 55,2 bilhões no ano anterior. Já a conta de renda (primária), que inclui remessas de lucros, dividendos e juros, teve um resultado negativo de US$ bilhões em 2025, contra US$ 81,3 bilhões em 2024.
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Para 2026, o BC projeta uma redução do déficit das contas externas para US$ 60 bilhões, conforme o Relatório de Política Monetária divulgado em dezembro. “O déficit nas transações correntes deve mostrar algum alívio em 2026 (…) Espera-se aumento do saldo comercial em relação a 2025 – com expansão das exportações e estabilidade nas importações –, acrescido de pequenos recuos dos déficits nas contas de serviços e de renda primária – resultantes do menor dinamismo da atividade econômica doméstica.
Com informações do G1










