Calçadões com o famoso desenho de ondas em preto e branco são uma marca registrada de diversas cidades brasileiras, mas a origem dessa estética remonta a Portugal. Uma investigação do Portal Amazônia traçou a linha do tempo que revela a influência portuguesa nos icônicos calçadões de Manaus e Copacabana.
No coração do Amazonas, o Largo de São Sebastião, em Manaus, e seus elegantes mosaicos, é um ponto turístico imperdível. Tombado pelo IPHAN, o local abriga o Teatro Amazonas e a Igreja de São Sebastião, com um calçamento que evoca as águas do Rio Negro e Solimões. O padrão, no entanto, não surgiu por acaso.
A inspiração veio de Portugal, onde a técnica da calcetaria portuguesa se destacava no século XIX, utilizando pedras pretas e brancas para criar desenhos em praças e ruas. A Praça do Rossio, em Lisboa, inaugurada em 1846, foi a primeira a exibir o famoso padrão de ondas, que simbolizavam os oceanos.

A influência portuguesa chegou ao Brasil com as reformas urbanas no Rio de Janeiro, então capital do país. Em 1901, o Largo de São Sebastião, em Manaus, recebeu o calçamento em mosaico de ondas, tornando-se a primeira cidade brasileira a adotar o padrão. Já o famoso calçadão de Copacabana surgiu em 1905, inicialmente com um desenho diferente, mas que foi posteriormente remodelado seguindo o exemplo amazonense na década de 1930.
A historiadora Gisella Braga organizou a cronologia dos calçadões, evidenciando que a técnica portuguesa se espalhou pelo mundo, deixando sua marca em paisagens urbanas e na memória de diferentes culturas. A história dos calçadões é um exemplo de como a arte e a arquitetura podem conectar diferentes países e épocas.

Como explica o jornalista Otoni Menezes, a popularidade do calçadão de Copacabana muitas vezes ofusca a origem da técnica, levando à crença de que ele é o pioneiro. No entanto, a linha do tempo do Portal Amazônia deixa claro que a inspiração veio de Portugal, passando por Manaus antes de chegar à Praia de Copacabana.

Com informações do Portal Amazônia.












