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17 de março de 2026

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Dança, luta e jogo: Plano de Salvaguarda da Capoeira em Rondônia é disponibilizado pelo Iphan

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O documento apresenta as iniciativas de proteção, os objetivos e o planejamento de ações a serem desenvolvidas a curto, médio e longo prazo.

“Berimbau, atabaque e pandeiro, na roda não pode faltar, se você é capoeira, vem pra praça vadiar”. A musicalidade da roda capoeira talvez seja o mais interessante desse bem cultural que une dança, luta e jogo. Em Rondônia, o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou o Plano de Salvaguarda da Capoeira no Estado. O documento é um instrumento fundamental para a gestão dos bens registrados como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

O Plano de Salvaguarda da Capoeira em Rondônia é fruto do trabalho conjunto entre o Instituto e diferentes grupos e rodas de capoeira rondonienses. Em 2012, a superintendência do Iphan no Estado iniciou o processo de identificação dos detentores para a atualização do Cadastro Nacional da Capoeira e, nos últimos dois anos, mesmo com todos os obstáculos que a pandemia de Covid-19 trouxe à sociedade, realizou encontros virtuais para discutir a produção do plano.

Para o técnico em Ciências Sociais do Iphan-RO, Emanuel Vieira, o Plano de Salvaguarda juntou motivações e expectativas em prol do fomento da capoeira no estado.

“A mobilização contou também com a vontade sincera de participação de detentores que expressaram, em diferentes momentos, o amor e a reverência que cultivam em relação à capoeira. O documento guarda uma parte da memória coletiva da comunidade capoeirista rondoniense, seus anseios e expectativas, seus ideais e projetos de realização”,

explicou.

Assim como o plano, a Roda de Capoeira é uma construção coletiva, de modo que a socialização entre os praticantes é indispensável. De acordo com o advogado e capoeirista, Vitor Noé, a oralidade na capoeira é a principal ferramenta de transmissão de saberes. “O respeito, a gratidão e a deferência para com o mestre de capoeira se assemelham àquela que deve ser concedida a um líder religioso, pois ele conduz o processo de aprendizagem, a roda de capoeira e a forma como os componentes do grupo se relacionam entre si”, contou.

Roda de Capoeira e Ofício dos Mestres de Capoeira

Respectivamente inscritos nos Livros de Registro das Formas de Expressão e dos Saberes, a Roda de Capoeira e Ofício dos Mestres de Capoeira são Bens Culturais que abrangem todo o território nacional e chegam a extrapolar fronteiras. A capoeira é uma manifestação cultural presente em mais de 150 países, com variações regionais e locais criadas a partir de suas “modalidades” mais conhecidas: as chamadas “capoeira angola” e “capoeira regional”.

A Roda de Capoeira é um espaço profundamente ritualizado, congrega cânticos e gestos que expressam uma visão de mundo, uma hierarquia, um código de ética, que revelam companheirismo e solidariedade. É composta pelo mestre, contramestre e seus discípulos (alunos). Homens ou mulheres podem ocupar qualquer uma das funções, desde que tenham passado pelos rituais específicos.

Os bens culturais – Roda de Capoeira e Ofício dos Mestres – expressam a história de resistência negra no Brasil, durante e após a escravidão. Seus reconhecimentos como patrimônio demarcam a conscientização sobre o valor da herança cultural africana. Herança esta que, no passado, foi reprimida e discriminada. A partir do reconhecimento oficial das práticas e saberes relacionados à capoeira, em 2008, foram elaboradas estratégias para promover, inicialmente em nível federal e, posteriormente de forma descentralizada, sua salvaguarda.

Confira o arquivo completo:

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