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27 de janeiro de 2026

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‘Curupira’: aparelho criado por universitários identifica desmatamento por sons emitidos na floresta

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Nome do dispositivo faz referência ao ser mítico do folclore brasileiro conhecido por ser o guardião da floresta.

Universitários da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) desenvolveram um dispositivo revolucionário que promete ser um novo aliado na proteção da floresta. Chamado de ‘Curupira’, o equipamento é capaz de detectar atividades de desmatamento por meio da identificação de sons específicos, como o ruído de uma serra-elétrica.

O dispositivo ainda está em fase de testes, e promete ser uma inovação no combate ao desmatamento. Raimundo Cláudio Gomes, coordenador do Laboratório de Sistemas Embarcados da UEA, descreveu como a tecnologia funciona:

“A motosserra é um som anômalo ao ambiente da floresta. Eu posso treinar especificamente esse som, que não é um som típico. Então, o nosso sistema vai ignorar todos os demais sons. Para ele, é transparente. Ele filtra. E esse som, em particular, ele foi treinado para identificar. Então, ele ouviu esse som, imediatamente vai informar que o som de uma motosserra ocorreu naquele momento.”

Funcionamento

A tecnologia do ‘Curupira’ é complexa e inovadora. Os dispositivos precisam estar posicionados com uma distância máxima de um quilômetro entre si, para que possam se comunicar. Uma vez detectado um ataque à floresta, as informações são enviadas via rádio frequência para um roteador que pode estar até 15 quilômetros de distância dos aparelhos.

O sinal é, então, direcionado para um programa de computador para análise.

“Esse dispositivo, ele conta com um modelo de inteligência artificial profunda, que é uma técnica bem avançada. Essa técnica de aprendizado profundo se encarrega de aprender os padrões corretos do áudio a partir dos dados que foram coletados. Então, para isso, houve coletas de dados reais com situações de risco ambiental”, explicou o pesquisador Gustavo Aquino.

Recursos

O financiamento da primeira fase do projeto foi proveniente da iniciativa privada e alcançou a marca de R$ 700 mil. Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que o ‘Curupira’ se torne uma ferramenta efetiva no combate aos crimes ambientais.

Na próxima fase, os desenvolvedores planejam adicionar novas funcionalidades ao ‘Curupira’.

“A segunda fase do projeto, a gente pretende fazer outro tipo de identificações que é de fumaça, vibrações que a gente vai conseguir ampliar nossos parâmetros ali de alertas, podendo atender queimadas em outro tipo de situações”, adiantou Thiago Almeida, gerente do projeto.

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