Na região amazônica, é comum ouvir alguém dizer que está “com curuba” ao sentir coceira intensa na pele, acompanhada de pequenas bolhas e irritação. A “curuba” é o nome popular da escabiose, uma doença de pele comum em todo o Brasil, que afeta pessoas de todas as idades e classes sociais.
Mas afinal, o que é a curuba? Como ela é transmitida? Quais os sintomas e por que esse nome? Em mais uma reportagem da série Nomes populares de doenças que ocorrem na Amazônia, o Portal Amazônia explica tudo sobre essa dermatose infecciosa altamente contagiosa.

A escabiose, também conhecida como sarna ou pira, é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, que se instala na camada superficial da pele para se alimentar e se reproduzir. A movimentação da fêmea dentro da pele cria pequenos túneis, causando a coceira característica da doença.
De acordo com a médica generalista Júlia Magalhães, a transmissão da curuba ocorre apenas entre humanos, por contato direto e prolongado com a pessoa contaminada, ou pelo compartilhamento de objetos pessoais, como roupas e toalhas. “A escabiosa, ou curuba, é transmitida principalmente pelo contato direto e prolongado de pele com pele com uma pessoa infectada, podendo também ocorrer pelo compartilhamento de roupas, toalhas ou roupas de cama contaminadas. Animais domésticos como cães e gatos não transmitem curuba para os humanos”, explica a médica.
Os principais sintomas da curuba são a coceira intensa, principalmente à noite, e o surgimento de pequenas bolhas (pápulas) na pele. As lesões costumam aparecer nas dobras do corpo – entre os dedos, axilas, dobras dos braços, atrás dos joelhos –, orelhas, cintura, nádegas, genitais, pescoço, pés e embaixo das mamas. Em crianças, é comum que as lesões apareçam nos tornozelos e, em raros casos, no couro cabeludo.

O diagnóstico da escabiose é geralmente clínico, feito pelo médico através da observação das lesões e do histórico do paciente. Em alguns casos, pode ser necessário realizar exames como a dermatoscopia ou a raspagem da lesão para identificar o ácaro. O tratamento é feito com medicamentos tópicos ou orais, de acordo com a gravidade do caso. É importante que todas as pessoas que tiveram contato com o paciente contaminado também façam o tratamento, mesmo que não apresentem sintomas, para evitar a reinfecção.

Para prevenir a curuba, é importante evitar o contato próximo com pessoas que apresentem coceira intensa e lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais, lavar roupas e lençóis em água quente e secá-los bem ao sol ou em alta temperatura.

Com informações do Portal Amazônia.










