Um curta-metragem produzido por estudantes de Caracaraí, Roraima, foi selecionado para a 21ª edição da Mostra Internacional do Cinema Negro de São Paulo (MICINE/SP), um dos eventos mais importantes do cinema nacional. A exibição acontecerá entre 3 de novembro e 22 de dezembro de 2025, em diversos espaços culturais da capital paulista, como o Teatro do SESI-SP, o Centro Cultural FIESP e o Museu da Imagem e do Som (MIS/SP).
O filme, intitulado ‘Yuri’ (doc, 10 min, 2025), foi idealizado e roteirizado por adolescentes que participaram de oficinas de audiovisual realizadas no município. A produção conta com a participação ativa de estudantes locais, fruto da Mostra de Cinema “A Moda é Viver”, realizada em abril, com apoio de emenda parlamentar do deputado federal Zé Haroldo (PSD).
A história de ‘Yuri’ acompanha a jornada de Luciana Paiva, uma adolescente que enfrenta a separação dos pais, a perda do pai em um acidente, uma gravidez inesperada e o nascimento de seu filho, Yuri. O curta retrata sua luta para superar o preconceito e os obstáculos para concluir seus estudos.
“Estamos felizes e honrados com a seleção de um de nossos curtas. Participar de uma mostra internacional que valoriza experiências da Amazônia é um reconhecimento importante para quem vive no interior do estado de Roraima e acredita na cultura como instrumento de superação e oportunidade para os jovens”, afirma Alda Araújo, presidente do Instituto A Moda é Viver.
Éder Santos, um dos diretores do filme, destaca o papel da comunidade no processo criativo: “A partir das atividades da Mostra local em Caracaraí foi despertado o interesse dos alunos para fazer audiovisual, envolvendo uma rede de amigos, familiares, professores e gestores da escola do município. Cinema é coletividade. O cinema negro é o cinema das maiorias minorizadas e Roraima estará bem representado”, comemora.
A Mostra Internacional do Cinema Negro de São Paulo é uma realização da Fiesp/SP, com apoio da Fundação Roberto Marinho, Globo Filmes, Canal Futura e da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, sob a curadoria do Dr. Celso Luiz Prudente, professor e antropólogo da USP.












