Cuiabá, capital de Mato Grosso, é reconhecida como uma das cidades mais arborizadas do país. A fama de “cidade verde” se deve a uma combinação de fatores sociais, culturais e ambientais, incluindo a presença de árvores frutíferas como mangueiras e cajueiros, e a localização privilegiada entre a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal.
De acordo com dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo IBGE, 74,23% das ruas e avenidas da capital mato-grossense são arborizadas, superando grandes centros urbanos como São Paulo. A cidade ocupa o 8° lugar no ranking nacional de arborização urbana entre as capitais.
| Capital | Ranking Nacional | Capital | Ranking Amazônia Legal (recorte) |
| 1. Campo Grande (MS) | 91,4 | 1. Palmas (TO) | 88,7 |
| 2. Goiânia (GO) | 89,6 | 2. Cuiabá (MT) | 74,5 |
| 3. Palmas (TO) | 88,7 | 3. Porto Velho (RO) | 64,9 |
| 4. Curitiba (PR) | 85,2 | 4. Macapá (AP) | 62,9 |
| 5. Brasília (DF) | 84,2 | 5. Boa Vista (RR) | 52,6 |
| 6. Porto Alegre (RS) | 76,5 | 6. Manaus (AM) | 44,8 |
| 7. Belo Horizonte (MG) | 75,3 | 7. Belém (PA) | 44,6 |
| 8. Cuiabá (MT) | 74,5 | 8. Rio Branco (AC) | 39,9 |
| 9. São Paulo (SP) | 66,2 | 9. São Luís (MA) | 34,3 |
| 10. Porto Velho (RO) | 64,9 |
A expressão “cidade verde” ganhou força com a música ‘Cabeça de Boi’, que exalta a beleza natural de Cuiabá e o “cheiro de pequizá”. Essa canção, junto com as representações artísticas da época, ajudou a construir uma identidade associada à paisagem verde da cidade. No entanto, o crescimento urbano e o desmatamento têm ameaçado essa característica.
Atualmente, projetos como o “Programa Verde Novo” e o “Plano Diretor de Arborização Urbana” buscam reverter esse cenário, promovendo a educação ambiental, o plantio de árvores e a recuperação de áreas verdes. A conscientização da população e a implementação de políticas públicas eficazes são cruciais para que Cuiabá possa manter o título de “cidade verde” e garantir um futuro mais sustentável.

Segundo o engenheiro florestal Marcelo Pissurno, o título é uma denominação antiga, que perdurou até meados da década de 1990, mas que tem se tornado cada vez mais distante da realidade com a expansão urbana desordenada. “A cidade cresceu muito nos últimos 10 anos, especialmente no período pós-Copa do Mundo. Muitas obras e intervenções foram realizadas, e perdemos muitos indivíduos arbóreos”, lamenta.

Com informações do Portal Amazônia.







