Em meio à pressão de Donald Trump, Cuba nega estar em negociações com os Estados Unidos, limitando contatos a questões migratórias
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (12) que não há negociações em andamento com os Estados Unidos, em um momento de crescente tensão entre os dois países. A declaração ocorre após o ex-presidente Donald Trump aumentar a pressão sobre a ilha comunista.
“Não há negociações com o governo dos EUA, salvo contatos técnicos no âmbito migratório”, disse Díaz-Canel na rede social X, em resposta às alegações de Trump de que seu governo mantém diálogos com Havana. Trump havia declarado a bordo do Air Force One no domingo: “Estamos conversando com Cuba”.
O ex-presidente americano intensificou o tom contra Cuba através de sua rede social Truth Social, instando a ilha a “alcançar um acordo”, sem especificar detalhes. Essa pressão veio uma semana após as forças militares americanas capturarem Nicolás Maduro, o presidente venezuelano deposto e aliado do regime cubano. Trump chegou a comentar sobre a possibilidade de Marco Rubio, senador republicano, ser presidente de Cuba, adicionando: “Parece bom para mim!”
Díaz-Canel enfatizou que “existem acordos migratórios bilaterais em vigor que Cuba cumpre cuidadosamente”. Em uma série de mensagens no X, ele acrescentou: “Como demonstra a história, as relações entre os EUA e Cuba, para avançarem, devem se basear no direito internacional em vez da hostilidade, da ameaça e da coerção econômica”.
Trump elevou o tom após a captura de Maduro, declarando na Truth Social: “Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba: Zero!”. Ele também insistiu: “Sugiro firmemente que alcancem um acordo, antes que seja tarde demais”. A postura de Trump sinaliza uma possível intensificação das sanções econômicas contra Cuba, em resposta à sua aliança com o governo venezuelano.
A situação demonstra a complexidade das relações entre os Estados Unidos e Cuba, marcadas por décadas de tensões e desconfiança. A negação de negociações por parte de Díaz-Canel sugere que qualquer avanço nas relações dependerá de uma mudança significativa na postura de Washington.
Com informações do G1










