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17 de fevereiro de 2026

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Crise na biodiversidade: humanidade ameaça outras espécies

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Foto: Reprodução/IPAM

Para o especial ‘Um grau e meio’, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o geógrafo e pesquisador Carlos Durigan, com mais de 30 anos de experiência em projetos socioambientais, discute o papel da humanidade na crise da biodiversidade.

De acordo com o especialista, a destruição de áreas naturais e o consumo descontrolado de recursos são as principais causas do problema, como apontam estudos do IPBES (Plataforma Intergovernamental Científica e Política sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos). Essa combinação está levando à perda de espécies em um ritmo alarmante, com cerca de um milhão de espécies sob ameaça atualmente.

“Pela primeira vez, uma única espécie, a humana, é responsável por uma crise que coloca em risco a sobrevivência de milhares de outras”, afirma Durigan. A crise climática agrava ainda mais a situação, intensificando os impactos sobre a biodiversidade.

Como a crise climática afeta a biodiversidade?

O especialista explica que as mudanças climáticas, como o aumento da temperatura, a redução de chuvas e o derretimento de geleiras, estão alterando os ecossistemas e dificultando a sobrevivência de diversas espécies. Exemplos incluem o branqueamento de corais, a alteração dos ciclos naturais das plantas e a falta de polinizadores.

É possível reverter a crise?

Apesar dos desafios, Durigan acredita que é possível amenizar a crise da biodiversidade, especialmente com a implementação de acordos internacionais como o Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado na COP15 da CDB em 2022. Esse acordo estabelece metas ambiciosas, como a proteção de 30% dos ambientes naturais até 2030, a redução do uso de pesticidas e a criação de fundos para apoiar ações de conservação.

O que diz o Acordo de Kunming-Montreal?

O acordo busca reduzir os impactos que ameaçam a sobrevivência das espécies, além de proteger áreas naturais e promover práticas sustentáveis. Para Durigan, manter as florestas vivas e saudáveis é fundamental para reduzir a crise climática e melhorar a qualidade de vida.

Acordo está sendo cumprido?

Embora alguns países estejam se comprometendo com as metas estabelecidas, o especialista ressalta que ainda há resistência e dificuldades na implementação das políticas públicas necessárias. A conscientização da sociedade e o engajamento de todos os setores são cruciais para superar esses obstáculos.

Biodiversidade na COP30

A COP30, que será realizada no Brasil, deve promover a integração entre as convenções climáticas e sobre biodiversidade, buscando convergências e soluções conjuntas. A proteção de ambientes naturais e o uso sustentável da biodiversidade devem ser temas centrais da discussão.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM, escrito por Karina Custódio

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