Crise econômica leva o brasileiro a comprar só o essencial, aponta estudo

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Crise econômica leva o brasileiro a comprar só o essencial, aponta estudo

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Pesquisa da EY-Parthenon revela que o aperto no orçamento tem conduzido brasileiros a adquirirem apenas o essencial

A inquietação com a escalada dos preços, especialmente dos alimentos, tem sido uma constante entre os brasileiros. Um levantamento recente realizado pela EY-Parthenon, uma extensão de pesquisa da consultoria EY, lança luz sobre como a crise econômica tem moldado os hábitos de compra no país.

Conforme o estudo, seis a cada dez brasileiros estão alarmados com o incremento dos preços dos alimentos nas prateleiras dos supermercados, e 44% têm se restringido a comprar somente o essencial.

O estudo da EY-Parthenon englobou a participação de mais de 21 mil indivíduos em 27 nações, dos quais mil são brasileiros.

Uma tendência notável identificada é a procura por descontos e produtos com data de validade próxima, que possuem preços reduzidos nas gôndolas. Essa busca por economia tem refletido nas escolhas dos consumidores.

Cerca de 62% dos entrevistados declararam que optam por alimentos de marcas renomadas apenas quando estão em oferta, promoção ou desconto. Adicionalmente, 28% estão considerando alternativas alimentares mais em conta diante da ascensão dos preços gerais.

O cenário se estende para o setor de vestuário. Os consumidores manifestaram uma propensão a comprar com mais discernimento, focando na qualidade em detrimento da quantidade.

Neste âmbito, 43% relataram que estão adquirindo menos itens devido aos aumentos de preços, 53% demonstraram menor interesse nas últimas tendências da moda, e significativos 66% estão optando por consertar suas peças ao invés de investir em novas.

No segmento tecnológico, a pesquisa revelou uma redução no interesse por dispositivos de última geração. Cerca de 30% dos entrevistados disseram não ter mais interesse em adquirir novos aparelhos tecnológicos, enquanto outros 44% têm planos de reduzir os gastos com eletrônicos nos próximos meses.

A pesquisa da EY-Parthenon foi conduzida com mil participantes no Brasil entre 16 de maio e 14 de abril.