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04 de março de 2026

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Crise argentina: Milei busca auxílio dos EUA

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Em um momento de crescente instabilidade econômica, o presidente argentino Javier Milei recebeu um importante impulso dos Estados Unidos, após encontro com Donald Trump em Nova York. A iniciativa sinaliza uma mudança no cenário financeiro da Argentina e levanta questões sobre o futuro das políticas econômicas do governo Milei.

Trump, ao lado do presidente argentino, elogiou o trabalho de Milei, afirmando que ele “está fazendo um trabalho fantástico”. Questionado sobre um possível “resgate” da economia argentina, Trump respondeu que os argentinos não necessitam disso, mas que os EUA estão dispostos a “ajudá-los”.

O apoio se materializou em um comunicado do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, divulgado no X (antigo Twitter) antes da abertura do mercado de ações. Bessent afirmou que os EUA estão preparados para oferecer “o que for necessário” para apoiar a Argentina, com opções que incluem a reativação de linhas de crédito, compras de dívida pública e o uso do Fundo de Estabilização do Tesouro (ESF). A utilização do ESF, em particular, seria incomum, evocando paralelos com o empréstimo de quase US$ 20 bilhões concedido ao México em 1994, durante a crise do Efeito Tequila.

Paralelamente, o Banco Mundial, onde os EUA detêm a maior participação acionária, anunciou a aceleração do desembolso de US$ 4 bilhões de um pacote total de US$ 12 bilhões para a Argentina.

A crise atual representa um revés para Milei, que inicialmente conquistou a confiança dos investidores com promessas de corte de gastos, redução do déficit fiscal e inflação, e um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, a queda nas reservas do Banco Central, o declínio do apoio político e a recente derrota eleitoral na província de Buenos Aires geraram desconfiança nos mercados, levando a intervenções emergenciais para estabilizar o câmbio.

Os fatores da crise

Economistas apontam a escassez de dólares como um dos principais problemas. Milei, ao assumir o poder, adotou uma política de compra de dólares e redução do déficit fiscal, mas não conseguiu acumular reservas suficientes para garantir os pagamentos da dívida. A situação foi agravada pela supervalorização do peso argentino, que, segundo alguns analistas, está entre 20% e 30% acima do seu valor real.

Além dos desafios econômicos, o governo Milei enfrenta obstáculos políticos. A perda de apoio eleitoral e denúncias de corrupção, envolvendo a irmã do presidente, Karina Milei, contribuíram para a instabilidade. A minoria no Congresso dificulta a aprovação de reformas, e os governadores exigem recursos em troca de apoio.

O apoio dos EUA surge em um momento crítico para Milei, que enfrentará um importante teste eleitoral em outubro, com a renovação de cerca de metade do Congresso. O resultado dessas eleições terá um impacto significativo sobre a continuidade de sua agenda econômica. A extensão e as condições do auxílio americano ainda são incertas, assim como os benefícios que Washington espera em troca.

A situação na Argentina é observada de perto pela comunidade internacional, pois a instabilidade econômica do país pode ter repercussões em toda a América Latina. A dependência de exportações de commodities e a alta dívida externa tornam a Argentina vulnerável a choques externos, e a crise atual pode desencadear efeitos em cascata na região.

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