Quatro crianças foram encontradas na manhã da última quarta-feira (27) após passarem mais de 24 horas perdidas em uma reserva de floresta no sul de Rondônia. O grupo, formado por três adolescentes da etnia Aikanã e um não indígena, foi localizado por membros da própria comunidade perto do município de Chupinguaia.
O jovem não indígena é filho de um morador que vive na aldeia Rio do Ouro há aproximadamente três anos. Felizmente, apesar do longo período na mata, a operação de busca teve um desfecho positivo.
O desaparecimento na floresta
O grupo saiu da aldeia Rio do Ouro por volta das 6h de terça-feira (26) para coletar açaí. Eles estavam acompanhados por um adulto que conhecia a região e caminharam por cerca de 20 km mata adentro.
No entanto, em um determinado momento, o homem que os guiava retornou sozinho para a aldeia, deixando as crianças na floresta. Essa decisão se mostrou crucial para o desaparecimento dos jovens.
A falta de experiência na mata
Sem a orientação do adulto, os jovens não conseguiram encontrar o caminho de volta.
Portanto, a falta de experiência em orientação na mata densa foi um fator determinante para que se perdessem, transformando uma atividade rotineira em uma situação de risco.
A mobilização para o resgate
Assim que a ausência do grupo foi notada na aldeia, os próprios moradores, indígenas da comunidade, iniciaram as buscas para localizar as crianças desaparecidas. A mobilização foi crucial e resultou no resgate por volta das 9h30 de quarta-feira.
A ação rápida da comunidade, que conhece profundamente a região, foi fundamental para o sucesso da operação, demonstrando a força e a organização local diante de uma emergência.
Sobrevivência e estado de saúde
Durante o período em que estiveram perdidos, os jovens se alimentaram com frutos de jatobá e beberam água para sobreviver. Eles relataram ter passado frio durante a noite, um desafio adicional na vasta reserva florestal que se estende por vários municípios da região.
Apesar do susto e das dificuldades enfrentadas, todos foram encontrados em condições estáveis de saúde e já estão seguros com suas famílias.
Com informações do SGC