Após a reunião da CPI da Energisa que entrou pela noite de quarta-feira (30), o presidente da Comissão, Alex Redano (Republicanos), disse ter considerado importantíssima a decisão do subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Rildo José Flores, sobre os procedimentos que policiais devem tomar caso sejam acionados pela concessionária de energia elétrica.
O coronel Rildo Flores, após explicar que não existe nenhum tipo de convênio entre a PM e a empresa, leu a resposta a uma documentação enviada pela empresa, em que solicitava que policiais acompanhassem seus funcionários nos sábados para atender ocorrências.
“O acompanhamento a funcionários de uma empresa privada poderia configurar desvio de finalidade. Mas caso haja a necessidade de intervenção policial, a PM deverá ser acionada para verificar se há indício de crime”, respondeu o coronel.
O vice-presidente da CPI, Ismael Crispin (PSB), disse que tudo o que ouviu da Polícia Militar é o que gostaria de ouvir de todos os órgãos governamentais. “Esses órgãos existem para servir a população. O que ouvi agora me leva a ressaltar o comportamento da PM, reconhecendo que a instituição cumpre seu dever de forma constitucional”, afirmou.
O subcomandante da PM, atendendo a uma solicitação de Ismael Crispin, assegurou que verificará os registros de ocorrência que teve a Energisa como polo ativo e comunicará à CPI por documento, verificando inclusive se aconteceram casos de prisões. A princípio ele disse desconhecer que isso tenha acontecido.
O relator da CPI, Jair Montes (Avante), afirmou que na última segunda-feira (28) telefonou para o comandante da PM, coronel Ronaldo Flôres Corrêa, após ter recebido a informação de que os policiais não atenderiam ocorrências envolvendo a Energisa. “Como estão sendo tratadas essas ocorrências contra a empresa? ”, perguntou o deputado.
O subcomandante da PM destacou que, após conversar com Jair Montes, o comandante acionou de imediato o Centro Integrado de Operações (Ciop). “Se a ocorrência não foi feita, era algo pontual. A orientação é que se faça. A PM trabalha de forma imparcial”, especificou. A resposta, sobre a forma de a Polícia trabalhar, recebeu elogios do parlamentar.
“A PM atende solicitações contra a Energisa? ”, indagou novamente Jair Montes. “Positivo. É só ligar no 190”, esclareceu o coronel Rildo Flores.
O deputado Cirone Deiró (Podemos) disse que a PM desenvolve uma atuação com dignidade e acima da média, considerando o número de pessoas que trabalham na instituição. Ele acrescentou Rildo Flores foi extremamente feliz nas respostas aos questionamentos dos deputados. “Mas tem uma pergunta que é feita a todos os que vêm aqui. Há algum tipo de parceria entre a Polícia Militar e a Energisa? ”, indagou.
Parceria
O coronel afirmou que não. “A prova disso é a resposta que demos à solicitação da Energisa, para acompanharmos os funcionários da empresa aos sábados. Se tivesse alguma parceria, nem haveria solicitação”, acrescentou.
“É por aí mesmo. O serviço público é feito para a comunidade. A PM tem a obrigação de ir para fazer a ocorrência, mas acompanhamento não. A Energisa que contrate uma patrulha armada”, disse Cirone Deiró










