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26 de março de 2026

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Covid-19: subtenente que passou 45 dias na UTI é um dos primeiros militares vacinados no Amapá

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José Diniz, da PM, passou ao todo mais de 2 meses no hospital em 2020. Imunização de agentes da segurança pública iniciou nesta segunda-feira (5). José Diniz, subtenente da PM, sendo vacinado em Macapá
Reprodução/Rede Amazônica
Após travar uma luta de 64 dias de internação contra a Covid-19, dos quais 45 num leito de UTI, o subtenente José Diniz, da Polícia Militar (PM) do Amapá, foi vacinado contra a doença na manhã desta segunda-feira (5), em Macapá. Ele está entre os primeiros profissionais da segurança pública imunizados no estado.
“Vou estar de plantão hoje vacinado”, disse após tomar a dose. O militar, lotado no Batalhão de Operações Especiais (Bope), lembrou do drama da internação, ocorrida logo no início da pandemia, quando os efeitos do novo coronavírus ainda eram desconhecidos.
“Meu primeiro contato com a Covid-19 foi no enfrentamento. Não sabíamos como lidar com essa doença. Saíamos para a rua e andávamos por vários lugares”, relatou.
José Diniz deixando o hospital após internação em 2020
Reprodução
Diniz desenvolveu a forma grave da doença: Passei 64 dias internado no hospital, desses 45 passei na UTI e 22 intubados. Foram dias difíceis, meu rim parou e precisei de 5 hemodiálises”, contou.
O militar ressalta que os efeitos do vírus não devem ser ignorados. Na volta ao trabalho, na rotina do dia a dia, lamenta ter que flagrar o descaso com a saúde, onde muitos ainda insistem em aglomerar sem necessidade e não usar máscara.
“As pessoas têm que se preservar, manter o protocolo, cumprir o distanciamento social. A gente tem percebido que as pessoas não cumprem isso. Se mantenham protegidos. Foi o maior combate que um guerreiro poderia ter, de lutar pela própria vida”, completou.
Vacinação das forças de segurança iniciou em Macapá
Rafaela Bittencourt/Rede Amazônica
Diniz também espera que a cobertura vacinal chegue rapidamente a todos os membros das forças de segurança e aos familiares, em função do trabalho de policiais, bombeiros e agentes estar diretamente ligado com atividades externas.
“Aos poucos, minha vida vem voltando ao normal, gradativamente, mas muito lento. Três meses depois estava cumprindo expediente de novo, a vida continua, sendo que as sequelas ficam”, lembra.
Grupo prioritário
Foram disponibilizadas, inicialmente, 360 doses para profissionais que atuam na capital. Segundo o governo, foram repassadas 550 unidades para todo o estado.
A previsão segundo o governador Waldez Góes é que, a partir de agora, sejam sempre reservadas pelo menos 6% das doses às forças de segurança em cada lote recebido no Amapá.
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