Os preços do petróleo registraram queda nas últimas semanas, atingindo o menor patamar em meses. A cotação do Brent, referência global, recuou 0,13% nesta sexta-feira (17), para US$ 60,98, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caiu 0,19%, a US$ 57,35.
Apesar da leve alta pontual, os preços permanecem em níveis historicamente baixos: o Brent não se mantinha nesse patamar desde maio deste ano; o WTI não alcançava essa faixa desde 2021. Diversos fatores contribuem para essa tendência de baixa.
Excesso de oferta
Um dos principais fatores é o equilíbrio entre oferta e demanda. O temor de excesso de oferta global pressiona o mercado, já que, quando a disponibilidade de petróleo supera a demanda, os preços tendem a cair. A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para cima a previsão de crescimento da oferta e reduziu ligeiramente a expectativa de aumento da demanda para este ano e o próximo, projetando um acréscimo de 2,2 milhões de barris por dia em 2025 e quase 4 milhões em 2026.
Acordos de paz e negociações
A evolução dos conflitos em regiões estratégicas também influencia os preços. A guerra entre Rússia e Ucrânia e os confrontos entre Israel e Hamas geraram apreensão no mercado, mas recentes sinalizações de progresso em direção à paz têm contribuído para a queda das cotações.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que se reunirá com o presidente russo Vladimir Putin na Hungria, após relatarem “grandes progressos” em diálogo descrito pelo Kremlin como “extremamente franco e repleto de confiança”. Trump também pressiona países parceiros a reduzirem a compra de petróleo russo como forma de pressão para o fim da guerra na Ucrânia.
No Oriente Médio, a primeira fase de um cessar-fogo e a libertação de reféns entre Israel e Hamas, após pressões de Trump, também impactaram o mercado. A estabilização do conflito pode trazer uma redução mais estrutural dos preços.
Tensões entre EUA e China
As tensões comerciais entre Estados Unidos e China também exercem pressão sobre a cotação do petróleo. Trump criticou a tarifa de 100% sobre produtos chineses e a reação do Ministério do Comércio da China com controles sobre elementos de terras raras, classificando as medidas como “surpreendentes” e “muito hostis”. Qualquer redução do comércio internacional pode impactar negativamente o mercado de petróleo.










