A pandemia mudou muito o funcionamento de empresas, comércio e também dos serviços públicos. José Bento Costa, corretor de imóveis, publicou em suas redes sociais na semana passada uma crítica ao funcionamento da unidade do Incra no bairro Olaria, em Porto Velho. Na opinião dele, falta pessoal e sobra chão para os servidores caminharem entre os departamentos do órgão.
Costa é proprietário de uma imobiliária em Porto Velho que atua com foco em agroneócio: “Estou sempre dependendo do Incra. Vou lá, no mínimo, uma vez por semana”.
O problema, segundo Costa, começou com a pandemia. “Esta unidade fica instalada em uma área bem grande. Da recepção ao último bloco tem mais ou menos 500 metros”.
Com ficou proibido a entrada das pessoas na unidade, o acesso é limitado à recepção. No entanto, segundo Costa, o Incra não aumentou a equipe que atua na recepção. “Não deram o devido suporte. Ficam apenas duas pessoas na recepção, e quando alguém precisa de algum documento, de alguma pesquisa de documentos que não estão digitalizados, um dos funcionários sai da recepção e vai andar pelo menos um quilômetro, de ida e volta, mais o tempo de procurar a documentação em si”.
“Tem situação lá que o funcionário chega a levar uma hora indo e vindo e procurando documentos. E só tem duas pessoas. É uma coisa horrível”.
De acordo com o corretor de imóveis, o problema é – além da falta de pessoal – uma má adaptação da estrutura da Unidade do Incra para a nova logística imposta pela pandemia. “A gente vê que a funcionária da recepção não tem nem um telefone para ligar e resolver as dúvidas e agilizar o serviço. Simplesmente tem que se levantar da cadeira e ir nas outras dependências, distantes, do órgão. A gente vê que a pessoa tem até boa vontade, mas não tem condição de trabalhar”.










