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26 de janeiro de 2026

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Correios buscam sócios para recuperação; Caixa demonstra interesse

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Crise nos Correios: Haddad anuncia busca por parcerias e aval do Tesouro de R$ 12 bilhões para evitar colapso da estatal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta quinta-feira (18) a necessidade de reestruturação dos Correios por meio de parcerias com empresas públicas e privadas para garantir a continuidade das operações. A Caixa Econômica Federal já manifestou interesse em desenvolver negócios em conjunto com a estatal, incluindo a oferta de serviços financeiros como seguros e previdência nas agências dos Correios.

Haddad também confirmou que o Tesouro Nacional dará um aval (garantia) a um empréstimo bancário de R$ 12 bilhões aos Correios, que enfrentam uma grave crise financeira e um crescente rombo. O Tesouro, no entanto, estabeleceu um limite de juros de 120% do CDI para conceder a garantia.

O prejuízo dos Correios atingiu R$ 633 milhões em 2023, saltando para R$ 2,6 bilhões em 2024. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o déficit já chega a R$ 6 bilhões, com projeção de um resultado negativo de R$ 10 bilhões ao final do ano. Haddad ressaltou que só teve acesso à real dimensão da situação dos Correios com a nova diretoria. “Quando você olha para o mundo desenvolvido, mesmo nos países mais liberais, os serviços postais são estatais. Pois tem de garantir a universalização. Empresas privadas pegam o file mignon. Precisa reconhecer que é um tipo de serviço que não se paga. Em função disso, maioria das empresas agrega outros serviços”, disse o ministro.

Documentos obtidos pelo Jornal Nacional revelam que a direção dos Correios foi alertada há dois anos sobre o risco de ficar sem recursos. A “capilaridade” da empresa, ou seja, sua ampla presença em municípios de todo o país, tem atraído a atenção de outras empresas, como a Caixa Econômica Federal. Segundo Haddad, “O presidente [Lula] disse que, enquanto for presidente não privatiza, mas que está aberto a parcerias. Correios vão explorar vários caminhos, entre elas possibilidade de parceria com empresas públicas ou privadas”.

Questionado sobre a possibilidade de os Correios se tornarem uma empresa de economia mista, com a venda de parte de sua participação societária ao setor privado, Haddad afirmou que todas as opções estão sendo consideradas para a reestruturação e busca por parcerias. “Pode ser de várias formas, mas vejo como promissor o caminho de uma parceria, inclusive estatal. Até a Caixa está estudando porque a capilaridade dos Correios interessa”, concluiu o ministro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou sua oposição à privatização dos Correios, mas abriu a possibilidade de um modelo de gestão de economia mista, semelhante ao da Petrobras. “Enquanto eu for presidente não vai ter privatização. Pode ter construção junto com empresas. Enquanto eu estiver na presidência não vai ter privatização dessas empresas, pode ter parceria, economia mista, mas privatização não vai ter”, declarou Lula, atribuindo as dificuldades financeiras da empresa a uma “gestão equivocada”.

O governo tem discutido um plano de socorro aos Correios, que pode incluir um aporte direto de recursos ou um empréstimo bancário com garantia do Tesouro. Lula lamentou a crise financeira da empresa e enfatizou a importância dos Correios para o país. “Uma empresa pública não pode ser a rainha do prejuízo. Trocamos o presidente dos Correios, chamamos a ministra Esther e Rui, colocamos alguém com muita expertise e responsabilidade e vamos tomar medidas que tivermos que tomar, mudar todos os cargos que tivermos que mudar e colocar pessoa com competência”, finalizou o presidente.

Com informações do G1

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