Imagens chocantes revelam corpos em necrotério no Irã, onde protestos contra o governo já deixaram centenas de mortos e milhares de presos
Imagens chocantes mostram corpos enfileirados em frente a um necrotério em Teerã, capital do Irã, após a repressão aos protestos contra o governo. A onda de manifestações, motivada pela crise econômica do país, já resultou em 648 mortes e mais de 10 mil prisões, segundo dados atualizados neste domingo (11).
A agência alemã Deutsche Welle divulgou um vídeo que registra a cena dos corpos no necrotério. A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), opositora ao regime dos aiatolás e sediada nos EUA, informa que entre os mortos estão centenas de manifestantes e algumas dezenas de membros das forças de segurança.
Os protestos se espalharam por centenas de cidades iranianas. Em resposta, o governo aiatolá cortou o acesso à internet e telefonia para tentar conter a escalada de violência. Diversas organizações não governamentais (ONGs) monitoram a situação e alertam para a possibilidade de o número real de vítimas ser ainda maior.
Enquanto ONGs denunciam um possível “massacre” contra os manifestantes, a polícia do regime Khamenei declarou ter “escalado” sua resposta aos protestos. O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou no domingo que as forças de segurança “escalaram o nível de confronto contra os manifestantes”. O governo iraniano, por sua vez, acusa os EUA e Israel de se infiltrarem nos protestos e de serem responsáveis pelas mortes.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, alegou que os protestos se tornaram mais violentos após ameaças de intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump, que avalia opções militares contra o Irã, disse estar “pronto para ajudar os manifestantes” e relatou ter recebido propostas de negociação do governo iraniano sobre seu programa nuclear. O governo Trump também consultou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre a possibilidade de intervenção em Teerã.
A Guarda Revolucionária do Irã, um importante ator militar no país, enfatizou que a segurança nacional é um ponto inegociável. A situação permanece tensa, com o Irã acusando “mercenários dos EUA e de Israel” de participarem dos protestos contra o governo Khamenei.
Com informações do G1










