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09 de fevereiro de 2026

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Copom deve manter juros em 15% ao ano na 1ª reunião de 2026

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Juros em 15%: Copom se reúne nesta quarta-feira e deve manter a taxa Selic no maior patamar em quase 20 anos

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (28) e a expectativa do mercado financeiro é que a taxa básica de juros da economia permaneça inalterada em 15% ao ano – o nível mais alto em quase duas décadas.

Esta seria a quinta manutenção consecutiva da taxa Selic. O anúncio oficial do Banco Central ocorrerá após as 18h. A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo BC para controlar a inflação, com impactos significativos, especialmente sobre a população de menor renda.

Economistas preveem que a Selic só começará a apresentar queda em março deste ano, com uma redução para 14,5% ao ano. O Banco Central tem sido considerado bem-sucedido em conter a inflação através da elevação dos juros, mas a decisão de hoje reflete uma postura cautelosa.

O BC define os juros com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estiverem alinhadas com as metas estabelecidas, há espaço para redução da taxa Selic. Caso contrário, o Copom tende a manter ou elevar a Selic. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, com uma margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. A inflação acima da meta nos últimos seis meses exigiu que o BC divulgasse uma carta pública explicando os motivos.

Ao definir a taxa de juros, o Banco Central considera as projeções futuras da inflação, e não apenas a variação de preços recente. Isso ocorre porque as mudanças na Selic levam de seis a 18 meses para surtir efeito pleno na economia. Atualmente, a instituição já está mirando na meta para o terceiro trimestre de 2027.

O BC também sinaliza que uma desaceleração da economia é parte da estratégia para controlar a inflação, pois um ritmo menor de crescimento tende a reduzir as pressões inflacionárias, especialmente no setor de serviços. A ata da última reunião do Copom, em dezembro, indicou que o “hiato do produto” permanece positivo, o que significa que a economia opera acima de seu potencial sem gerar pressão inflacionária.

Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, espera que o Copom mantenha uma postura conservadora e cautelosa, mantendo a Selic em 15% ao ano. “O comitê tem atuado de uma forma muito técnica, o que é positivo, e a manutenção vem em linha com os dados de atividade econômica divulgados na semana passada, do índice de atividade econômica vindo acima do esperado. Temos uma economia ainda crescendo, o mercado de trabalho bastante aquecido, com desemprego nas mínimas”, declarou. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, também prevê a manutenção do juro em 15% ao ano, defendendo que o BC deve aguardar confirmação dos sinais observados antes de iniciar o ciclo de cortes. “Apesar da melhora gradual do quadro inflacionário, entendemos que o Comitê deve privilegiar uma condução prudente, assegurando que o início do ciclo de cortes ocorra em um ambiente mais consolidado, com maior conforto em relação à dinâmica prospectiva da inflação e à ancoragem das expectativas”, afirmou Sung.

Com informações do G1

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