As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 17,5 bilhões em setembro deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira, 31 de outubro. O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas provenientes de tributos e impostos.
Entenda o déficit primário
É importante ressaltar que o resultado do déficit primário não considera o pagamento de juros da dívida pública. Ele engloba as contas do governo federal, estados, municípios e empresas estatais.
O resultado de setembro representa uma piora em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o déficit foi de R$ 7,3 bilhões. Este foi o pior desempenho para o mês de setembro desde 2023, quando o rombo atingiu R$ 18,1 bilhões. Os valores apresentados não foram ajustados pela inflação.
A análise do desempenho setorial revela que:
- O governo federal registrou um saldo negativo de R$ 15 bilhões.
- Estados e municípios apresentaram um déficit de R$ 3,5 bilhões.
- As empresas estatais registraram um superávit de R$ 996 milhões.
O aumento da dívida pública para 78,1% do Produto Interno Bruto (PIB) também foi destacado pelo Banco Central, refletindo o impacto do déficit nas contas públicas.
Para mais informações sobre a situação fiscal do país, consulte o site do Banco Central do Brasil.
Em caso de denúncias relacionadas à gestão fiscal, o cidadão pode contatar a Controladoria-Geral da União (CGU).










