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17 de fevereiro de 2026

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Conheça 4 cantoras indígenas que celebram suas línguas na música

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As línguas indígenas ganham cada vez mais espaço e visibilidade através da música, com artistas que combinam tradição e inovação. Na Amazônia Internacional – que inclui Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa – algumas cantoras indígenas se destacam por compor e cantar em seus idiomas de origem.

A antropóloga e comunicadora Mari Sanefuji () selecionou artistas que incorporam suas línguas nativas em suas canções. Confira quatro indicações que fazem parte da Amazônia Internacional:

1. Renata Flores (Peru)

Renata Flores, natural de Ayacucho, no Peru, é uma das vozes mais importantes da música indígena na América do Sul. Ela ficou conhecida em 2015 ao viralizar com uma versão em quéchua da música ‘The Way You Make Me Feel’, de Michael Jackson. Desde então, sua carreira tem sido marcada pela mistura de ritmos indígenas com gêneros urbanos como trap e hip-hop.

O quéchua, idioma falado por mais de 12 milhões de pessoas em países como Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Chile e Argentina, é o idioma indígena mais falado da América do Sul. A língua é predominantemente oral, passada de geração para geração, como Renata aprendeu com sua avó, Adalberta.

Seu álbum de estreia, “Isqun” (2021), aborda temas como resistência indígena, empoderamento feminino e a conexão com os territórios ancestrais. Renata também se destaca pelo forte apelo visual, combinando elementos tradicionais e contemporâneos em seus videoclipes e apresentações.

Foto: Reprodução/ Instagram-Renata Flores

2. Djuena Tikuna (Brasil)

Djuena Tikuna, do povo Tikuna – uma das etnias mais numerosas da Amazônia – nasceu em Tabatinga, no Amazonas. Ela iniciou sua trajetória no grupo musical Magüta, criado com seus irmãos em Manaus, e desde então dedica sua carreira a valorizar a cultura tikuna.

Em 2017, lançou seu primeiro álbum solo, ‘Tchautchiüãne’ – que significa o sentimento de pertencimento a uma aldeia maior onde todos somos parentes. O trabalho foi indicado ao Indigenous Music Awards, a principal premiação de música indígena do mundo, sediada no Canadá.

Djuena canta exclusivamente em tikuna, idioma falado por cerca de 40 mil pessoas na região do Alto Solimões. Ela também foi responsável por apresentar o hino nacional em língua Tikuna na abertura das Olimpíadas de 2016, um marco no reconhecimento da diversidade cultural brasileira.

Foto: Diego Jatanã

3. Alwa (Bolívia)

Alwa, artista boliviana de El Alto, é reconhecida como a primeira rapper aymara. Sua música se destaca por ser bilíngue – em espanhol e aymara – idioma falado por cerca de 2 milhões de pessoas na Bolívia, Peru, Chile e Argentina.

Alwa adota uma estética que valoriza a cultura aymara, usando trajes tradicionais como saias rodadas e tranças longas. Suas letras abordam temas como desigualdade social, racismo e o papel das mulheres indígenas na sociedade.

O videoclipe ‘Principio sin fin’ combina música urbana com instrumentos andinos tradicionais, como a zampoña (flauta de pan) e o charango (instrumento de cordas).

Foto: Reprodução/Instagram-Alwa

4. Kaê Guajajara (Brasil)

Kaê Guajajara, nascida no Maranhão e criada na favela da Maré, no Rio de Janeiro, pertence ao povo Guajajara e é uma das principais representantes da Música Popular Originária no Brasil.

Embora suas músicas sejam majoritariamente em português, Kaê frequentemente incorpora palavras e expressões da língua Guajajara em suas composições. Suas letras abordam o apagamento cultural, a violência contra os povos indígenas e a luta por direitos. Entre suas músicas de destaque estão ‘Território Ancestral’, ‘Mãos Vermelhas’ e ‘Liberdade’. Além da música, Kaê também atua como atriz, escritora e ativista político-cultural.

Foto: Daniela Dacorso
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