Um novo estudo, divulgado pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a consultoria Systemiq, aponta que as concessões florestais na Amazônia Legal são eficazes na prevenção do desmatamento e no estímulo ao desenvolvimento econômico.
O levantamento, apresentado durante evento paralelo à COP30 em Belém (PA), analisou dados de quase 20 anos da política pública e revelou que o desmatamento em florestas concessionadas ficou limitado a apenas 2%. Além disso, as concessões geraram uma arrecadação pública de R$ 240 milhões e aumentaram em 62% o número de empregos nas regiões impactadas.
“Analisamos dados desde a criação das concessões federais e a conclusão é que elas são um exemplo de como a gestão pública eficiente e o investimento sustentável podem impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono, conciliando conservação ambiental, geração de emprego e respeito às comunidades locais”, explica Leonardo Sobral, diretor de Florestas e Restauração do Imaflora.
O estudo utilizou dados de plataformas públicas como Prodes e Simex, além de monitoramentos, entrevistas e documentos, para comprovar os benefícios das concessões florestais. Renato Rosenberg, diretor de Concessões Florestais do SFB, destaca que o modelo representa uma solução baseada na natureza e demonstra o potencial do Brasil como líder climático.
A pesquisa analisou oito Florestas Nacionais (Flonas), totalizando 3.570.818 hectares, das quais 1.254.075 hectares (aproximadamente 35%) são áreas concedidas para manejo florestal sustentável. Os resultados mostram um impacto positivo nos 772 municípios analisados.
Uma das recomendações do estudo é investir no processamento da madeira nos próprios municípios que abrigam as concessões, incentivando a diversificação produtiva com atividades de serviço e indústria, o que pode aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) e a arrecadação local.











