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22 de fevereiro de 2026

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Complicações causadas por vírus sincicial respiratório crescem em 2024

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Sintomas mais comuns incluem coriza e tosse, semelhantes a um resfriado

A bronquiolite, uma palavra que causa apreensão em muitos pais e mães, começa com sintomas simples como coriza e tosse, parecendo um resfriado comum. No entanto, a situação pode se agravar rapidamente, com o bebê apresentando dificuldade para respirar e chiado no peito, sinais de que os bronquíolos, as menores vias dos pulmões, estão inflamados.

Embora mais comum no inverno, a bronquiolite não é causada pelo frio, mas por agentes infecciosos que circulam mais nesse período. Um dos principais é o vírus sincicial respiratório (VSR). Atualmente, o VSR é a maior causa de internações e mortes de crianças pequenas por complicações de sintomas gripais no Brasil, resultando na Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Segundo dados da plataforma Infogripe, da Fiocruz, até 20 de julho, mais de 22 mil casos foram registrados em crianças de até 2 anos, com quase 200 mortes. A pesquisadora Tatiana Portella destaca que houve um aumento este ano, com 1500 casos a mais do que em 2023. Tatiana explica que a bronquiolite é uma velha conhecida, mas apenas com a pandemia de covid-19 a testagem viral em pacientes com síndrome respiratória se tornou mais comum, revelando números expressivos de VSR.

“Se você olha a série histórica nos casos hospitalizados do VSR, parece que tinha poucos casos. Mas a verdade é que não importava e ninguém sabe dizer quantos casos tinha naquela época. E também durante a pandemia, de várias doenças, equivale a um conhecimento era muito baixo e como tudo mundo ficou anulado isso acabou quebrando o ciclo de outras doenças, inclusive do VSR.”

Atualmente, não existe vacina infantil para o VSR. No entanto, a Anvisa já autorizou o uso de uma vacina para gestantes, protegendo os bebês através da transferência de anticorpos. A farmacêutica Pfizer pediu à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS a inclusão da vacina no Programa Nacional de Imunizações, e a vacina deve estar disponível em clínicas particulares ainda neste semestre.

A diretora médica da Pfizer no Brasil, Adriana Ribeiro, afirma que a vacina mostrou 82% de eficácia na prevenção de formas graves em bebês de até 3 meses.

“A vacina continua protegendo até os seis meses de idade em 69%. Ela tem uma sustentabilidade ao longo do tempo. Foram mais de 7 mil gestantes de 18 centros de pesquisa ao redor do mundo e quatro deles foram aqui no Brasil. Não teve efeitos adversos colaterais inesperados e os eventos adversos mais comuns, de super fácil manejo, foram dor no local da infeção, dor de cabeça e dor muscular.”

A vacina da Pfizer também foi aprovada para idosos. Dados do Infogripe mostram que o VSR é uma infecção relevante nessa faixa etária, com quase 800 casos de síndrome respiratória aguda grave entre pessoas acima de 65 anos em 2024, superando os casos de todo o ano passado. Até 20 de julho, 202 idosos faleceram devido a complicações. A prevenção nessa faixa etária também é importante para evitar outras complicações de saúde, como explica Lessandra Michelin, líder médica da farmacêutica GSK.

“78% da população acima de 60 anos têm uma comorbidade. Então, geralmente, quando pegamos infecção por VSR, descompensa essa comorbidade. Se a pessoa que é diabética, descompensa o diabetes. Quem tem insuficiência cardíaca, descompensa. Então, o vírus não afeta somente o pulmão, hoje ele acaba descompensando o organismo como um todo e afeta outros órgãos por tabela.”

Mônica Levy, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que a análise para inclusão de vacinas no calendário do SUS considera o risco da doença, o custo-benefício do imunizante e seu impacto na saúde pública. Ela acredita que a prevenção dos bebês será uma prioridade na discussão, mas outros grupos também devem ser considerados.

“Dentro dos idosos existem aqueles que têm um risco muito maior. que são os cardiopneumopatas crônicos. Isso sim, aumenta em muito o risco do VSR levar ao óbito.”

O SUS também oferece outra opção de prevenção para casos de alta vulnerabilidade: anticorpos monoclonais, que ajudam o corpo a combater o vírus em caso de infecção. No entanto, esses são aplicados apenas em prematuros extremos e bebês com algumas doenças específicas. O medicamento pode ser solicitado pelos planos de saúde ou comprado com prescrição médica especial.

 

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