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17 de fevereiro de 2026

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Como os peixes enxergam nos rios Negro e Solimões?

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Quem já se aventurou nos rios amazônicos sabe: a visibilidade debaixo d’água é bem limitada. Mas você já se perguntou como os peixes enxergam nesse ambiente? Será que eles conseguem ver bem nas águas escuras do rio Negro e nas águas barrentas do rio Solimões?

Para responder a essa curiosidade, o Portal Amazônia conversou com o Dr. Luiz Peixoto, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e especialista em ictiologia – o estudo dos peixes.

Como funciona a visão humana?

Antes de entender a visão dos peixes, é importante saber como a nossa funciona. A visão é um processo que envolve captar a luz, focalizá-la nos olhos e transformar essa informação em sinais que o cérebro interpreta como imagens. A luz entra pela córnea, passa pela pupila e cristalino, e chega até a retina, onde células chamadas cones e bastonetes transformam a luz em sinais elétricos enviados ao cérebro.

E a visão dos peixes, como é?

Segundo o Dr. Peixoto, a visão dos peixes funciona de forma parecida com a nossa, mas adaptada ao ambiente aquático. A capacidade visual deles varia de acordo com as características de cada rio.

“Os peixes conseguem enxergar tanto no rio Negro quanto no Solimões, mas isso depende da quantidade de luz que penetra na água, da ação do vento, da presença de algas e de outras partículas suspensas”, explica o pesquisador.

Em águas escuras como as do rio Negro, ou barrentas como as do Solimões, os bastonetes – células sensíveis à luz – são mais ativados, permitindo que os peixes enxerguem em condições de baixa luminosidade. Já os cones, que são responsáveis pela percepção das cores, precisam de mais luz para funcionar.

Adaptações incríveis

Peixes comuns na região, como tambaqui, pacu e bodó, têm adaptações visuais específicas. O tambaqui, por exemplo, possui uma camada de gordura no olho que ajuda na visão, enquanto a piaba, que vive em igarapés, precisa de mais luz para enxergar. O bodó, por sua vez, tem a capacidade de alterar o tamanho da pupila, o que pode servir como camuflagem.

“Além da função sensorial, o olho do bodó ajuda na camuflagem”, reforça o especialista.

Visão de peixe x Visão humana

Os olhos dos peixes são parecidos com os nossos, mas têm algumas diferenças. As lentes são esféricas e rígidas, e eles conseguem perceber cores que nós não vemos, como o ultravioleta. Enquanto nós temos três tipos de cones para ver vermelho, verde e azul, os peixes têm uma gama maior de percepção de cores.

“A luz passa pela córnea e entra no olho pela pupila. Algumas espécies enxergam melhor de perto, outras de longe, ou combinam as duas capacidades. A forma como a imagem é focalizada também é diferente”, explica Peixoto.

Um sexto sentido?

Apesar da visão ser importante, os peixes contam com outros sentidos para se orientar e sobreviver. A linha lateral, por exemplo, detecta vibrações e movimentos na água, funcionando como um radar. Alguns peixes, como a traíra, também conseguem produzir e perceber campos elétricos.

“Alguns peixes usam a visão como um sentido secundário, pois contam com a linha lateral ou a capacidade de perceber campos elétricos”, revela o ictiólogo.

Então, sim, os peixes conseguem enxergar nos rios amazônicos, mas a forma como eles veem o mundo é bem diferente da nossa. E para quem quer ter uma ideia de como é a visão dos peixes, o ideal é colocar um óculos de mergulho e explorar as águas da Amazônia!

Por Dayson Valente, repórter do Portal Amazônia

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