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10 de fevereiro de 2026

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Como a PF extrai dados de celulares, mesmo protegidos?

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PF usa tecnologia avançada para acessar dados de celulares, mesmo sem senha e com aparelhos desligados. Veja como funciona

A Polícia Federal (PF) dispõe de tecnologias que permitem o acesso a dados de celulares, mesmo quando protegidos por senha ou desligados. A informação, divulgada pelo blog da Julia Duailibi, revela o uso de ferramentas sofisticadas e técnicas para evitar o apagamento remoto de informações.

Programas como o Cellebrite, de origem israelense, e o Greykey, americano, são utilizados para acessar arquivos e mensagens em dispositivos iOS (iPhone) e Android, mesmo bloqueados. O primeiro passo para a investigação é isolar o aparelho em uma “Gaiola de Faraday”, um recipiente que bloqueia sinais externos, como o de internet, impedindo que o proprietário apague dados remotamente.

“O equipamento fica ligado, mas não consegue se comunicar com o Wi-Fi, com a antena da rede de celular. Não há contato com o mundo exterior, o que é o ideal”, explica ao g1 Wanderson Castilho, perito em segurança digital. A técnica de extração varia conforme a condição do dispositivo. Em aparelhos bloqueados, programas como Greykey e Cellebrite tentam descobrir a senha e baixar as informações via cabo USB.

Quando o celular está desligado ou danificado, a técnica do “chip off” é utilizada. Nesse processo, componentes como o chip de memória são removidos e as informações são transferidas para outro dispositivo. A licença desses programas pode custar cerca de US$ 50 mil por ano (R$ 270 mil), conforme revelado por Castilho.

A rapidez na extração dos dados é crucial, pois alguns registros importantes ficam armazenados em uma memória temporária do aparelho. “Com algumas ferramentas, é possível achar essa senha e quebrá-la de um jeito muito mais fácil. Se desligar e ligar, fica mais difícil de quebrar”, afirma Castilho. Alguns iPhones, inclusive, são programados para reiniciar automaticamente após três dias bloqueados, dificultando a quebra da senha.

Em casos extremos, a técnica do “chip off” é empregada, envolvendo a desmontagem do aparelho e a extração manual dos componentes de memória. “O celular está desligado daquela forma como vemos a tela, mas você precisa mandar pulsos elétricos para fazer a extração”, detalha Castilho. “Desmonta, tira a tela, pega os componentes, principalmente a memória, e faz uma espécie de remontagem para fazer a extração”.

Com informações do G1

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