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17 de fevereiro de 2026

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Comissão adia análise de MP do setor elétrico

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Um pedido de vista coletiva suspendeu, nesta terça-feira (28), a análise do relatório da medida provisória que propõe mudanças estruturais no setor elétrico. A discussão será retomada nesta quarta-feira (29), às 11h.

A proposta prevê a fixação de um teto para os gastos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), com correção anual pelo IPCA a partir de 2027, e a abertura gradual do mercado livre de energia, permitindo que todos os consumidores, incluindo residenciais, escolham seu fornecedor de eletricidade – uma possibilidade atualmente restrita a grandes empresas. A MP perderá a validade em 7 de novembro, sendo necessária sua aprovação até essa data.

Entenda a CDE

A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é um fundo setorial que financia políticas públicas do setor elétrico. Criada por lei, ela custeia ações como a tarifa social para famílias de baixa renda, o programa Luz para Todos, a geração de energia em áreas isoladas, subsídios a fontes renováveis e compensações a microgeradores, incluindo consumidores que produzem energia solar.

Principais mudanças propostas

O relator da MP, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou o parecer nesta terça-feira (28) e informou ter acolhido 109 das mais de 400 emendas apresentadas por parlamentares. A votação no Senado deve ocorrer na próxima semana.

Teto para a CDE

Braga propõe um limite máximo de arrecadação para as despesas da CDE – exceto aquelas destinadas a políticas públicas. O teto começará a valer em 2027, com base no orçamento real da CDE de 2025. O valor estimado para 2024 é de R$ 49,2 bilhões, mas o relator destacou que o montante não deve ser integralmente utilizado. Para eventuais insuficiências de recursos, o texto cria o Encargo de Complemento de Recursos (ECR), financiado pelos beneficiários da própria CDE, proporcionalmente ao benefício obtido.

Ficam isentos do pagamento do ECR: beneficiários do Luz para Todos, consumidores de baixa renda, beneficiários da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), custos administrativos da CDE, CCC e da Reserva Global de Reversão (RGR), e perdas de energia em estados cujas capitais não estavam ligadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) até 9 de dezembro de 2009.

Abertura do mercado livre de energia

O relatório prevê que todos os consumidores poderão, de forma escalonada, escolher o fornecedor de energia elétrica. O cronograma de implantação será: até 24 meses após a sanção da MP, para consumidores industriais e comerciais; até 36 meses, para os demais consumidores. O texto também cria a figura do Supridor de Última Instância (SUI) – empresa responsável por garantir o fornecimento emergencial de energia em caso de falhas ou interrupções.

Armazenamento de energia

O parecer inclui sistemas de armazenamento no planejamento da expansão da rede elétrica, com regras de remuneração e acesso para estimular o uso de tecnologias que aumentem a flexibilidade e a segurança do sistema. Braga propõe incentivos fiscais para sistemas de baterias de armazenamento de energia (BESS), incluindo isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI, além de redução a zero da alíquota de importação desses equipamentos até 2026, antecipando os efeitos da reforma tributária de 2027. O texto fixa um limite de renúncia fiscal de R$ 1 bilhão, monitorado por relatórios bimestrais da Receita Federal. Caso o teto seja atingido, a isenção será automaticamente extinta no mês seguinte, após audiência pública no Congresso, seguindo o modelo do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos).

Comercialização de gás pela PPSA

O relatório também autoriza que a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) possa comercializar o gás natural da União, com o objetivo de reduzir tarifas e incentivar o desenvolvimento industrial.

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