O governo de Rondônia acompanhou a primeira pesagem referente à compra de borracha natural proveniente de Unidades de Conservação nos municípios de Machadinho d’Oeste e Vale do Anari. A ação, realizada em 6 de fevereiro, visa fortalecer o extrativismo sustentável e garantir maior transparência e valorização do trabalho dos extrativistas, seguindo rigorosos parâmetros ambientais e legais.
A comercialização foi intermediada pela WWF-Brasil junto a uma empresa compradora, com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), do Escritório Regional de Gestão Ambiental (ERGA) e da Gestão Integrada do Machado. O procedimento ocorreu na sede da Associação dos Seringueiros de Machadinho d’Oeste (ASM), com a participação da Associação dos Extrativistas do Vale do Anari (Aseva) e da Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR).

A iniciativa representa um avanço para as famílias seringueiras que vivem nas Unidades de Conservação, gerando renda, fortalecendo a economia local e incentivando a permanência dessas comunidades na floresta de forma sustentável. O governador Marcos Rocha destacou que a ação alia “preservação ambiental, desenvolvimento econômico e justiça social, iniciativas que valorizam o trabalho das famílias seringueiras e garantem renda no campo”.
Para o coordenador da CUC, Daniel Santos de Souza, as parcerias são essenciais para o desenvolvimento da cadeia produtiva da borracha natural. Ele ressalta que a iniciativa amplia a segurança nos processos de comercialização, contribui para a permanência das famílias nos territórios protegidos e proporciona maior rentabilidade à comunidade extrativista. A iniciativa demonstra que é possível promover o desenvolvimento sustentável a partir do uso responsável dos recursos naturais, valorizando o conhecimento tradicional das comunidades extrativistas.
O secretário adjunto da Sedam, Gilmar Oliveira de Souza, avaliou a iniciativa como positiva, reforçando o compromisso com o uso sustentável dos recursos naturais. Já a gerente do ERGA, Michele da Silva, enfatizou que o incentivo a práticas que conciliam conservação, desenvolvimento social e valorização dos conhecimentos tradicionais é fundamental para a proteção das Unidades de Conservação e o desenvolvimento sustentável de Rondônia.
Com informações do Portal Amazônia.









