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22 de fevereiro de 2026

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Coletivo no DF promove literatura de autoras negras

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Festival Latinidades homenageia escritoras negras na capital federal

No último dia da 17ª edição do Festival Latinidades, escritoras negras de Brasília se reuniram no Museu Nacional da República para um sarau especial. O evento, que acontece regularmente há quatro anos, foi organizado pelo coletivo Julho das Pretas que Escrevem no DF, em celebração ao Mês da Mulher Preta Latino-Americana. O objetivo do grupo é incentivar a escrita e a publicação de livros por mulheres negras.

“A gente não quer ficar com os livros na gaveta”, afirma a escritora e jornalista Waleska Barbosa, idealizadora do coletivo.

As mulheres negras representam o maior grupo populacional do Brasil, com 60,6 milhões de pessoas, incluindo 11,3 milhões de mulheres pretas e 49,3 milhões de mulheres pardas, somando 28,3% da população, segundo o Censo de 2022 do IBGE. No entanto, a participação e o reconhecimento dessas mulheres na literatura ainda são limitados.

Waleska Barbosa lembra que, apesar da significativa contribuição das mulheres negras para a cultura brasileira, apenas três autoras negras são amplamente lembradas: Maria Firmina dos Reis, com o romance “Úrsula” (1859); Carolina Maria de Jesus, autora de “Quarto de Despejo: diário de uma favelada” (1960); e Maria da Conceição Evaristo de Brito, que publicou seu primeiro romance, “Ponciá Vicêncio”, somente em 2003.

“Conceição Evaristo publicou um livro que ficou mais de 20 anos na gaveta. Então, eu sempre digo que esse encontro de pretas que escrevem no DF é para a gente não passar tanto tempo sem publicar e sem falar”, destaca Waleska.

Ela também aponta que a ausência de vozes femininas e negras na literatura brasileira permitiu que homens brancos criassem personagens estereotipados e caricatos: “a empregada, a gostosa, a pessoa hiper sexualizada, personagens subalternas e ridicularizadas.” Esses estereótipos literários reforçam e perpetuam preconceitos, presentes também no cinema e na TV.

Para combater esses preconceitos e promover mais autoras negras, o coletivo Julho das Pretas que Escrevem no DF homenageia escritoras locais de diferentes gerações. Este ano, as homenageadas foram Adelaide Paula, Ailin Talibah, Conceição Freitas, Elisa Matos, Norma Hamilton e as irmãs Giovana Teodoro e Lourdes Teodoro.

Encontro Julho das Mulheres Pretas que escrevem no DF. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

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