A análise é forte, mas tem embasamento. Vem de Claire Williams, filha de Frank Williams que ocupou o posto de chefe adjunta de equipe da própria Williams na Fórmula 1 entre 2013 e 2020. Com o conhecimento de quem viveu a Fórmula 1 por dentro desde a juventude, ela garante: a categoria tem dinheiro o suficiente hoje – ou até mais que isso – para aceitar mais equipes no grid.
A declaração foi dada no início de fevereiro ao podcast Business of Sport e vem na esteira da entrada da Cadillac na Fórmula 1 a partir de 2026. O time, que pertence à General Motors, foi aceito após uma longa negociação – originalmente, era a Andretti quem queria a vaga, mas a resistência dentro da F1 aos planos de Michael Andretti fez com que a GM tivesse que assumir o protagonismo da iniciativa.
A Andretti não foi a única a se interessar na possível entrada. Projetos como Formula Equal, Hitech e Panthera Team Asia também tentaram, mas ficaram pelo caminho. O principal motivo era financeiro: as 10 equipes da época se mostraram pouco dispostas a dividir com mais participantes os lucros da categoria.
Mas os lucros da F1 têm acompanhado a popularidade da categoria, crescendo ano a ano. E é por isso que Claire Williams acredita que a entrada de novas equipes não seria um problema hoje como teria sido há alguns anos.
“Lembro-me de estar sentada à mesa no Grupo de Estratégia quando outra equipe quis entrar e pensamos: ‘Bem, o montante já está bem pequeno’”, disse Claire. “(Mas) uma equipe agora terá de 10 a 15 milhões guardados embaixo do colchão. Não vai se preocupar com isso”, completou.
A partir de 2026, a Fórmula 1 passa a ter novamente 11 equipes. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) já mira uma 12ª equipe, algo que a F1 não vê desde o fim de 2012. Para o público, resta saber se uma hora o grid poderá chegar ao limite, com 26 carros – algo que não se vê desde 1995.
“Há dinheiro suficiente no orçamento da Fórmula 1 para acomodar uma 11ª equipe. Provavelmente há dinheiro suficiente para acomodar 15 equipes no esporte, mas todos os chefes de equipe rejeitariam a proposta porque não querem ter que dividir”, afirmou a filha de Frank Williams.
Fonte: Band F1










