Superstições ou práticas ancestrais? Para muitos, os banhos energéticos representam uma conexão profunda com a fé e a espiritualidade. Utilizados há séculos em diversas culturas, como no Candomblé e na Umbanda, esses rituais buscam promover a limpeza energética, a proteção espiritual, o equilíbrio emocional e o fortalecimento da fé.
A mãe de santo Jucélia de Yemanjá compartilha o conhecimento sobre duas folhas nativas da Amazônia frequentemente utilizadas nesses banhos: o cipó-alho e o peão roxo. Ambas as plantas são poderosas ferramentas para o descarrego energético.
O cipó-alho (Mansoa alliacea) é uma trepadeira conhecida pelo forte aroma de alho exalado quando amassado. “Para fazer o banho de descarrego, eu uso muito o cipó-alho, para a gente trazer toda aquela descarga”, explica Jucélia. Já o peão roxo, um arbusto de ramos e folhas arroxeadas, também é valioso para a limpeza energética.

A especialista ressalta a importância da preparação espiritual e corporal antes de realizar os banhos. “Na hora de fazer o banho, se for um banho de descarga deve se pensar em todas as negatividades que devem ser tiradas, depois tomar um banho comum do dia a dia, e em seguida realizar o banho atrativo, pois não adianta nada sem banho atrativo”. Ela também enfatiza que o banho atrai energias positivas, mas exige ação para alcançar os objetivos desejados. “O banho traz as atrações, mas ele não vai bater na tua porta e dizer ‘tô aqui!’. Não é desse jeito, tem que procurar”, completou.

Jucélia detalha que um banho de descarrego comum utiliza uma ‘tampinha’ de amônia diluída em água com sal grosso, com as folhas maceradas para liberar seus princípios. Já os banhos atrativos incorporam essências, ervas, grãos, como sementes de girassol, cravinho, folha de louro e canela.
Com informações do Portal Amazônia.










